adfpg-14-05-10A partir de junho, a Associação dos Deficientes Físicos (ADFPG) trará mais uma opção de aprendizado para os associados. Aulas de inglês e espanhol serão dadas por uma empresa contratada pela Associação que recebeu uma verba da Prefeitura Municipal. Os cursos de línguas podem oferecer às pessoas com deficiência uma vantagem a mais na concorrência para entrar no mercado de trabalho.

 

 

A Associação dos Deficientes Físicos de Ponta Grossa vai oferecer curso de inglês e espanhol para os associados a partir do próximo mês. Serão duas turmas de dez alunos que farão aulas duas vezes por semana gratuitamente.

A oportunidade de dar esse curso surgiu a partir de um convênio que a Associação tem com a Secretaria Municipal de Assistência Social da cidade. Uma vez por ano, uma verba é  repassada pela prefeitura à entidade para executar cursos para os associados. 

A verba vem de um programa do governo federal. Utilizando essa verba anual, a Associação já ofereceu curso de crochê e tricô e também de MDF. 

Segundo o tesoureiro da ADFPG, Fausto José Ricardo, o curso se destina apenas a associados e não há restrição de faixa etária: “vai ser priorizado o curso para quem ainda não ingressou no mercado de trabalho, para servir como uma preparação a mais”. Sobrando vagas, qualquer associado poderá fazer as aulas.

A entidade vai usar a verba vinda do município para pagar uma empresa que irá disponibilizar o professor e todo material didático, mas as aulas serão dadas na sede da Associação, no bairro Shangrilá.

Fausto destaca que, para as pessoas com deficiência física,, esses cursos são fundamentais porque é difícil fazer um curso superior e até se locomover para fazer esses cursos: 

“A maioria das Universidades não oferece a adaptação necessária para receber um deficiente físico”, comenta Fausto. O próprio tesoureiro da entidade pretende fazer o curso de inglês. E ele acredita que poderá trazer novas opções de emprego para os deficientes. 

Segundo o professor de espanhol Lucan Fernandes Moreira, um curso de línguas pode oferecer ao deficiente físico um leque maior de oportunidades de emprego. Ele diz que um deficiente físico não pode oferecer força física, mas o que ele souber de língua estrangeira não depende de ser deficiente ou não. 

“Ele pode ser tão bom, ou melhor, em línguas do que qualquer outra pessoa que não tenha deficiência. O que ele sabe, nesses casos, é mais importante do que força física”. Assim, segundo o professor, um curso de línguas acaba por abrir oportunidades para os deficientes trabalharem como tradutores, atendentes bilíngues e como professores, por exemplo.

Quem quiser se associar à ADFPG deve conseguir um laudo médico comprovando a deficiência e fazer o cadastro na sede, que fica na Vila Shangrilá. Após o cadastro, a pessoa com deficiência física passa pela assistente social e pode frequentar a sede e todas as atividades oferecidas, gratuitamente.