altOs associados da ADFPG começaram a usar a nova sede, ainda não inaugurada, para dar continuidade ao trabalho da associação. A demora se deve à espera da chegada dos móveis para poder receber adequadamente as pessoas com deficiência física. Não há previsão de entrega desse material, nem de data para a inauguração.

 


A Associação dos Deficientes Físicos de Ponta Grossa (ADFPG) está instalada desde fevereiro na nova sede da entidade, mesmo sem ter sido oficialmente inaugurada. A casa fica no bairro Shangrilá e tem capacidade de receber cerca de 300 associados.

Porém, ainda falta chegar os móveis para que ela possa ser devidamente aproveitada e, como não há previsão para isso, também não há data definida para a inauguração.

A presidente interina da ADFPG, Teresinha Paes, explica que não é simplesmente entrar em uma loja e fazer as compras. “Todo o material tem que ser adaptado. O lugar é para nós, deficientes físicos, e precisamos de muito estudo para não haver erros”, observa a presidente.

Além disso, Paes ressalta que esse é um projeto do presidente Marcos Soares, que no momento está em licença médica, e por isso prefere esperar pelo seu retorno para fazer a inauguração.
Segundo a assistente social Ana Tereza da Cruz, hoje, 105 alunos freqüentam a nova sede, enquanto na antiga eram 132. Ela explica ainda  que não basta o espaço físico ser maior para poder receber mais gente.

“Ao mesmo tempo em que aumenta o número de participantes, os custos de água, luz e comida também crescem”, argumenta Cruz. Por conta disso, a ADFPG depende de recursos através de convênios e da própria produção interna dos alunos para poder expandir os seus serviços.

No caso das aulas de artesanato, por exemplo, a professora Sueli Schwab ressalta que a sua sala tem capacidade para, aproximadamente, 30 alunos. Porém, por conta do tamanho da mesa utilizada no momento, só é possível receber dez pessoas. Além disso, todo o material para a produção fica empilhado no chão, pois ainda não chegaram as estantes para organizar a sala.

O cadeirante Alexandre Lara participa da ADFPG há 13 anos e vivenciou a experiência nas duas sedes. Em comparação com a antiga, mesmo com os móveis em falta, ele avalia que pela estrutura física as condições de trabalho já são muito melhores. Segundo ele, agora a casa é acessível a todos e procura abranger cada dificuldade.

“Na associação não aprendemos somente aquilo ensinado nas oficinas. Também aprendi a exigir pelos meus direitos de cidadão e cadeirante”, conta o associado, considerando a relevância do trabalho da entidade.