adfpg21031201O Fantasmas, time de basquete para cadeirantes completa um ano e faz jogo amistoso na sexta-feira (23). Com problemas de equipamento, o time se prepara para o Torneio Jamal Farjallah Bazzi, em setembro, na cidade de Ponta Grossa.

O Fantasmas, equipe ligada a Associação dos Deficientes Físicos de Ponta Grossa (ADFPG), tem desafio marcado. Na sexta-feira, dia 23, às 19h, o time faz um amistoso contra o Tubarões, a outra equipe da cidade e que representa a Associações Ponta-grossense de Esportes para Deficientes Físicos (APEDEF), no Ginásio dos Deficientes. Segundo o jogador Marcelo de Souza Ciriaco, o Marcelinho, é a rivalidade local, já que muitos dos fundadores do Fantasmas saíram do outro time.

    Em 2012, a equipe completa o primeiro ano de história. Durante o curto período, o time participou apenas de um campeonato no ano passado, o Torneio Jamal Farjallah Bazzi, quando terminou em sexto e último lugar.

Apesar do resultado, o técnico da equipe, Paulo 'Bodão', ressalta a importância da primeira competição. “Ano passado, o objetivo era fazer os jogadores gostarem do esporte e continuarem praticando. Agora, com a primeira etapa concluída, começamos a trabalhar a parte mais técnica”, explica.

    Com 15 jogadores no elenco, o Fantasmas já iniciou a preparação para o Torneio Jamal Farjallah Bazzi, que será realizado em setembro. A equipe treina duas vezes por semana no Ginásio para Deficientes, em Olarias.

Para 'Bodão', a falta de torneios da modalidade na região dificulta a prática do esporte. “O torneio é a única competição que temos agendada. Para se ter uma ideia da falta de competições, as melhores equipes do estado acabam jogando o Campeonato Catarinense”.

    E as dificuldades da equipe não param por aí, o equipamento também é um obstáculo para a equipe. No basquete para cadeirantes, cada jogador utiliza uma cadeira específica, que é adaptada conforme a deficiência física do atleta.

“As cadeiras que temos são emprestadas da prefeitura, mas muitas não estão preparadas para o jogo. Às vezes, tiramos alguma peça de uma para colocar em outra”, conta o jogador Marcelinho. Entretanto, as dificuldades são logo esquecidas quando começa o jogo. “Quando a bola sobe só interessa ganhar”, afirma.

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