cadeirantes3-10-10-11A Associação dos Deficientes Físicos de Ponta Grossa (ADFPG) fez um pedido à Fiscalização Viária para que mais ônibus com elevadores passassem nos arredores da entidade. Entretanto, o ofício foi rejeitado.

Segundo o chefe da Fiscalização, Luiz Eduardo Lemes, aumentar o número de ônibus na linha do Xangrilá não é viável. “O transporte é coletivo, não individual. Se atendermos a um pedido desses, o serviço deixa de ser coletivo e passa a atender interesses particulares”.

O número de ônibus por linha é calculado através do Índice de Passageiros por Quilômetro (IPK).  “A partir do número de passageiros típicos, que são os que utilizam o transporte coletivo frequentemente (trabalhadores e estudantes), definimos o número de ônibus por linha”, afirma Lemes.

Lemes afirma ainda que, para aumentar o número de ônibus sem que haja aumento do número de passageiros, é necessário que se eleve o preço da passagem. “Se não tem demanda, não é viável aumentar o número de linhas. Se isso acontecer é o passageiro quem vai ter que pagar”.

No Brasil, desde 2006 não são mais fabricados ônibus urbanos sem plataforma para elevadores. Entretanto, as companhias de transporte público coletivo têm até 10 anos para renovar suas frotas.

Com isso, não é possível exigir que todos os carros de transporte público em circulação em Ponta Grossa sejam adaptados para portadores de deficiência. Segundo Lemes, até 2014, todos os ônibus de circulação urbana terão que ser adaptados. “Até lá, as empresas têm o direito de ter apenas parte da frota adaptada”.

EDITORIAL: Mais pagantes, mais linhas

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