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alt“Além da deficiência visual, para quem tem diabetes e pressão alta como eu, é ótimo poder fazer educação física no Campus, com equipamentos melhores”, afirma a aluna da Apadevi Maria Elísia da Silva, referindo-se à parceria da UEPG com a entidade. A UEPG disponibiliza o espaço do Campus de Uvaranas para a realização de aulas de dança, musculação e hidroginástica às segundas-feiras.


A Associação de Pais e Amigos do Deficiente Visual (Apadevi) fez uma parceria com a UEPG para a utilização das dependências do Campus de Uvaranas para prática de atividades físicas de pessoas com deficiência visual, como aulas de musculação e de dança. Essas práticas são oferecidas para os alunos da entidade há cerca de um mês no Pavimento do Departamento de Educação Física da Universidade, às segundas-feiras, a partir das 14 horas.

Coordenando as atividades estão três professores de educação física contratados pela Apadevi. Fábio Cordeiro é um deles e explica que a realização do projeto vai além das condições de melhora física dos deficientes:

“Vir até o campus e praticar um exercício é uma forma de integração, principalmente nos casos das pessoas mais velhas, que muitas vezes ficam parados em casa, por isso o projeto visa ajudar na convivência social”, conta. Além da integração entre professores e alunos, a parceria tem possibilitado estágios para alunos do curso de educação física.

Dez pessoas participam da atividade no Campus e os exercícios começam antes de chegarem à academia da UEPG, ao praticarem a “mobilidade”, que é andar sozinho com a ajuda de bengala especial. Os professores da Apadevi esperam a maioria dos alunos no terminal central e então os acompanham até o local das aulas.

“Alguns já tem mobilidade, já sabem andar de bengala e assim não dependem de ninguém para levá-los até o terminal. Isso desenvolve a capacidade motora e a noção de espaço, requisitos que a gente ensina na Associação”, afirma a professora de mobilidade da Apadevi, Avanir de Castro.

Segundo a vice-diretora, Ronilda dos Santos, muitos adultos, depois que perdem a visão, não acreditam mais que podem viver em sociedade. Essas atividades fazem com o que a pessoa com deficiência visual não perca a auto-estima.
 
Esse é o caso de Alcebíades Bonatto, que perdeu a visão há três anos. “Sinto falta de olhar olho no olho, mas não perdi a habilidade da vida. Ando de ônibus, lavo, passo, cozinho, moro sozinho e tenho uma vida normal”.

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