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Três atletas da Associação de Pais e Amigos de Deficientes Visuais (APADEVI) que treinam há mais de dois anos retornaram da última competição, que aconteceu no Rio de Janeiro, com mais seis medalhas para suas coleçãoes.  Eles treinam a corrida em diferentes distâncias. Os últimos Jogos que participaram aconteceram de 1 a 3 de Março e foi uma das primeiras eliminatórias para a competição a nível nacional.

 Stephanie Raianny Borba e Pedro Roberto Carvalho dos Santos, de 17 anos e Pâmela Airis, de 16, treinam atletismo há aproximadamente dois anos com o técnico Sideval Pinheiro.

“Começamos praticando o futebol, porém não conseguimos continuar. A alternativa foi o atletismo. No início foram dois alunos. Hoje temos um grupo de 14 pessoas, inclusive adultos”, comenta o técnico.

De acordo com Pinheiro, a diferença dos jogos para deficientes visuais é a condução dos atletas até as raias e uma cordinha na mão, chamada ‘guia’, utilizada durante as corridas. É também através do esporte que os alunos desmistificam o que as pessoas pensam a seu respeito “Muita gente fala ‘nossa não sabia que você fazia isso’. Mostramos o quanto somos capazes”, diz Stephanie.

Na hora de ensinar, o técnico alega que a única dificuldade é mostrar os primeiros movimentos e aponta que existe uma diferença em treinar quem já teve a visão. “Para quem nunca viu, às vezes pedimos para levantar o joelho e levantam o calcanhar, por exemplo. Então eu fico do lado fazendo o movimento devagar e eles visualizam com as mãos”. Contudo Pinheiro afirma que os movimentos são rapidamente memorizados.

Os atletas agora se preparam para a próxima fase da competição, em Setembro e treinam três vezes por semana em locais variados. Na maioria das vezes utilizam o ginásio dos deficientes e a cobertura da Feira Verde, mas também treinam em outros locais como a pista de atletismo da UEPG e na rua.

Essa é uma das maiores dificuldades levantadas pelo técnico, a dificuldade em  treinar em locais que não são apropriados.

 

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