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O 2º Festival Literário Internacional dos Campos Gerais (Flicampos) e a V Feira do Livro de Ponta Grossa, que acontecem em frente à Biblioteca Pública Municipal Bruno Enei desde o dia 7, segue até o dia 15 de setembro. Entre os visitantes, estão os alunos da Apadevi, que estiveram na Flicampos no dia 11.

 
Os eventos contam com mais de 50 estandes de exposição de livros e instituições relacionadas à cultura da cidade. São milhares de pessoas que já compareceram ao evento e muitas que ainda comparecerão até o encerramento.

A expectativa deste ano é de 60 mil visitantes, dentre eles 30 mil estudantes da rede pública de ensino. Entre estes alunos estão os alunos da Apadevi (Associação de Pais e Amigos do Deficiente Visual).

No dia 11, durante a visita, estavam presentes dez alunos, que possuem visão parcial, acompanhados de duas professoras e de algumas mães.

A alegria de estar em contato com todos aqueles livros era visível. Conforme iam caminhando por cada estande os olhos das crianças, de idade entre 8 e 14 anos, iam brilhando.

Os contos de fadas eram o que mais fascinavam a pequena Gabriele Padilha, 8 anos. De acordo com ela, a Apadevi incentivou muito que ela lesse, graças às aulas em que histórias são contadas e depois repetidas pela turma.

E não faltaram crianças que quiseram expressar sua opinião. Jennifer de Oliveira, 14 anos, por exemplo, disse que gosta de ler de tudo, inclusive dicionários.

“É importante pensar que a criança não faz apenas a leitura do livro, através dele é realizada uma leitura do mundo”, diz a Pedagoga Carla Daniele Campos. De acordo com ela, é o incentivo à leitura que que desperta o interesse pela literatura e possibilitam que no futuro o estudante se expresse bem na escrita e na fala. Uma feira como esta proporciona, através dos livros com muitas cores, formas e imagens, outras releituras de obras.


Para os que não enxergam
Como já foi exposto em outra matéria do Portal Comunitário, para os alunos que não enxergam o método utilizado pela APADEVI é o braile. Contudo a professora da entidade, Lucimara Chociai, já havia apontado que os títulos são reduzidos e são muitas vezes caros para serem adquiridos.

Apesar desta dificuldade, a feira não deixou de fora os que precisam do tato para enxergar. A Biblioteca Pública do Paraná trouxe diversos exemplares de livros em braile, inclusive com desenhos, para amostra.

Também o xadrez para cegos, no qual a textura, formato e colocação das peças são diferentes, o soroban, audiolivros e uma bola, que possui uma espécie de guizo dentro.

De acordo com Sizuko Takemya, bibliotecária da Biblioteca Pública do Paraná, a intenção de trazer o estande para a feira é apresentar os mais diferentes métodos existentes para que as pessoas que não enxergam também possam ter acesso à leitura, diversão e cultura.

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