Em novembro, acontece o III Fórum PROPcD em Ponta Grossa. O objetivo do evento é levar informações a toda comunidade sobre a Inclusão no ambiente de trabalho. A iniciativa resulta do Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho (PROPcD) que completou um ano de vida em julho deste ano.

 

O programa tem ações que buscam apoio e parcerias de empresas, instituições de ensino privadas e públicas para qualificar e inserir o deficiente no mercado de trabalho.

Segundo Elisa Silveira, integrante do Comitê Gestor do PROPcD em Ponta Grossa, a iniciativa tem como objetivo “articular, incentivar, trocar experiências, somar informações e unir forças para esse grande desafio da inclusão no ambiente de trabalho”.

Entre as articulações estão: o incentivo à abertura de vagas na Agência do Trabalhador, por parte das empresas, e o cadastro no banco de dados da Agência, das pessoas com deficiência que queiram trabalhar.

A assistente social da Agência do Trabalhador, Rosângela Caldeira Legat, explica que, além do PROPcD, a instituição promove a inclusão do deficiente no mercado de trabalho por meio da solicitação que as empresas fazem para a abertura de vagas. Porém, podem ser encontradas dificuldades, como a adaptação na empresa. Nesses casos, ela aponta: “eles voltam [à Agência do Trabalhador] porque saíram da empresa e, desse modo, eles vão à procura um novo emprego”.

“A inserção no mercado de trabalho não é muito fácil. Apesar de as leis existirem para todo tipo de deficiência, na hora da inclusão não é tão simples assim. As empresas não querem se adaptar”, relata a auxiliar de professores da Associação de Pais e Amigos do Deficiente Visual (Apadevi), Angela Moro Tozzeto.

A auxiliar conta que já passou por outras empresas, como lojas, antes de ir trabalhar na Apadevi. E, nessas experiências, Angela diz ter sentido uma certa resistência, por parte das empresas, para a realização das adaptações necessárias para que ela pudesse realizar as tarefas.

A assistente social Rosângela acredita que essa questão da adaptação pode ser solucionada, em certa medida, com o PROPcD, pois ele promove a discussão sobre o tema inclusão.

Existe um comitê gestor do PROPcD que é responsável por elaborar e desenvolver ações para engajar mais empresas da região para a reflexão sobre o tema.

O Programa é piloto, em Ponta Grossa, e atende as cidades circunscritas na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado do Paraná (SRTE/PR). “As empresas são convidadas a aderir ao Programa. Ao aceitarem, elas assumem responsabilidades e, em contrapartida, recebem benefícios”, explica Elisa Silveira, do Comitê Gestor do programa.

As instituições conveniadas têm como obrigação a participação de encontros, momento em que temas importantes sobre inclusão” são tratados. Há ainda o apoio do Sesi Responsabilidade Social, através de uma psicóloga especialista na área de inclusão e de um especialista na área de acessibilidade.

Até o momento, o programa já incluiu 109 deficientes no mercado de trabalho. Hoje há 34 pessoas com deficiência visual cadastradas na Agência do trabalhador e aproximadamente 30 empresas estão conveniadas. Entre elas, estão a DAF, a Águia Participações, os Supermercados Tozetto e a CCR Rodonorte são algumas.

 

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