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apadevi1-02-05-11Em 2006, a APADEVI ganhou um terreno da Prefeitura e adquiriu outro com recursos próprios, totalizados em 3.800 metros quadrados. Entretanto, as obras que iniciaram em 2009 encontram-se hoje paradas, devido à falta de recursos para continuar com o projeto. De acordo com a vice-diretora da entidade, Ronilda Souza, a infraestrutura de que dispõem hoje é pouca.

Entidade aguarda novos recursos para finalizar obras

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Fotos desse bloco: Leticia Cabral e Rafaela Mendes

Em julho deste ano a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais (APADEVI) completa 26 anos. No entanto, sem nunca ter possuído uma sede própria, organizou-se sempre em locais adaptados. 

Hoje, são dois os espaços em que reside a entidade: a sede principal, localizada no bairro de Olarias, e a outra no centro da cidade, alugada pela organização. A sede principal foi emprestada à entidade pelo Colégio Estadual José Elias da Rocha. No entanto, há dois anos o Colégio solicitou o local para a implantação de cursos técnicos.

Para que a entidade consiga ter uma sede própria em um mesmo ambiente físico, está trabalhando na construção de uma nova sede em Uvaranas. Em 2006, a APADEVI ganhou um terreno da Prefeitura e adquiriu outro com recursos próprios, totalizados em 3.800 metros quadrados.

Entretanto, as obras que iniciaram em 2009 encontram-se hoje paradas, devido à falta de recursos para continuar com o projeto. De acordo com a vice-diretora da entidade, Ronilda Souza, a infraestrutura disponível hoje não é suficiente. “Os recursos são escassos para conseguirmos terminar a construção, temos que conseguir mais recursos”, diz.

Desde então, a APADEVI encaminha pedidos de recursos à Prefeitura, empresas locais e nacionais para o término da construção. O projeto de construção da nova sede conta com dois blocos: administrativo e clínico, e outro para crianças e adolescentes. Também envolve a construção de uma piscina, pista de atletismo e jardim sensorial.

Em 2008, a Associação conseguiu, através de um projeto enviado à Receita Federal, realizar um bazar de produtos importados. Com o lucro do bazar, a entidade construiu muros para o terreno.

Neste mesmo ano, a organização recebeu de um banco particular a quantia de 60 mil reais para a construção do bloco clínico e administrativo. E em 2009, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, CMDCA, doou 190 mil reais para a construção de um bloco de atendimento a crianças de zero a cinco anos.

O Conselho de Assistência Social repassou verba para o jardim sensorial e para novos computadores. “Nós solicitamos 109 mil, e veio para nós apenas 60 mil. Precisamos de mais dinheiro para a cobertura da piscina”, explica a vice- diretora.

O CMDCA auxilia no projeto de implantação do jardim sensorial. O projeto terá 1800 metros quadrados e consistirá em pistas táteis, terraplanagem, arborização, jardinagem, plantas medicinais, pomar e quiosque.


Ronilda explica que a importância do jardim sensorial é estimular o tato e olfato, a sensibilidade através da textura e cheiro das plantas: “É um espaço para trabalhar a reeducação visual aliada à natureza, através de árvores e mudas de plantas”.

O jardim se dividirá em pistas táteis que terão bolinhas de gude, terra, areia fina e grossa, madeiras, borrachas, vasos de flor em formas geométricas. Cada vaso irá conter uma espécie diferente de hortaliças, chás, temperos e flores. Ronilda também afirma que o jardim sensorial será aberto às crianças da APADEVI e à comunidade.

 

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