Três atletas da Associação de Pais e Amigos de Deficientes Visuais (APADEVI) que treinam há mais de dois anos retornaram da última competição, que aconteceu no Rio de Janeiro, com mais seis medalhas para suas coleçãoes.  Eles treinam a corrida em diferentes distâncias. Os últimos Jogos que participaram aconteceram de 1 a 3 de Março e foi uma das primeiras eliminatórias para a competição a nível nacional.

Alunos da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais participam do ParaJAP’s e conquistam 19 medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze.

O atletismo foi um dos principais destaques de Ponta Grossa nos Jogos Paradesportivos do Paraná (ParaJAP’s). Das 23 medalhas do município, 20 vieram da modalidade. E um dos principais responsáveis por essa conquista foi a Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes Visuais (APADEVI).

A entidade atende deficientes visuais de Ponta Grossa e oferece diversas atividades para eles, uma delas é o atletismo. Segundo a diretora da Apadavi, Cilmara Buzz, o objetivo não é formar esportistas, mas que isso acaba sendo consequência. “Oferecemos o atletismo como uma atividade de integração e socialização, mas alguns vão além e acabam competindo”.

Os principais destaques foram os alunos Pedro Roberto dos Santos, Stephanie Raianny Borba e Pâmela Iracema Aire, que conquistaram três medalhas de ouro cada. Pedro e Stephanie ganhou medalhas de ouro nos 100m, 400m e 1500m livres na categoria T11. Já Pâmela também conquistou as medalhas nas provas dos 100m, 400m e 1500m livres, mas na categoria T13.

O treinador dos alunos, Sideval Pinheiro, conta que os atletas treinam de duas à três vezes por semana na pista de atletismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Segundo ele, os resultados e marcas obtidas por eles são impressionantes e chamam a atenção. “Eles são jovens e conseguem fazer tempos baixíssimos”.

Essa não é a primeira participação dos atletas em competições. Em outubro, eles participaram das Paralimpíadas Escolares que aconteceram em São Paulo. Na competição nacional, Pedro ganhou três ouros, Stephanie dois bronzes e um ouro e Pâmela três pratas. 

Os resultados animam os paratletas que já sonham longe. Eles seguem treinando para conseguir mais medalhas nas competições e já pensam em participar de uma Paralimpíada. “Seria um sonho poder participar da seleção brasileira, mas para isso tenho que treinar forte”, revela Pedro.

Apesar de afimar que o principal objetivo da pratica esportiva na Apadevi não é conquistar títulos e medalhas, a diretora Cilmara afirma que é muito gratificante ver um aluno da instituição alcançar bons resultados. “É gratificante ver um aluno da entidade alcançando esses resultados”.

Além de Pedro, Stephanie e Pamela, outros paratletas também conseguiram resultados expressivos na competição. Juan Carlos dos Reis, Jéssica de Fátima da Silva, Lucas Silva Bristolim, Rafael José Schwab, José Dirceu Grisoski, Claudio Rosa e Cleberson Palhano também conquistaram medalhas.

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Atleta sem limites: APADEVI participará das Olimpíadas Escolares

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Resultados do atletismo no ParaJAP’s

Encerramento do ano letivo contará com festividades e participação de atletas no Parajap’s em Londrina. Novos alunos e professores completarão o quadro em 2013.

A Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais (Apadevi) promove no dia 20 de maio, a partir das 15h, um chá beneficente no Clube Verde do centro. Além do chá, também vai haver um bingo e sorteio de prêmios para os presentes. O objetivo da entidade é arrecadar fundos para concluir a construção da nova sede, em Uvaranas. As cartelas de bingo, que custam R$ 10, podem ser adquiridos na Apadevi (Rua Pernambuco, sem número, nos fundos do Colégio José Elias da Rocha) ou pelo telefone 3223-0784.


- Serviço:

Chá e Bingo Beneficente da APADEVI

Data: 20 de maio de 2012

Horário: a partir das 15 horas

Valor: R$ 10.

Local: Clube Verde

Rua: Coronel Dulcidio, 901.

Bairro: Centro

 

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A Apadevi (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais) comercializa objetos artesanais produzidos pela entidade. As responsáveis são as coordenadoras do projeto de artesanato, professoras Suzane Souza Neto e Euza de Farías da Silva.

 
A oficina ocorre em uma da salas da Apadevi, no Colégio Estadual José Elias da Rocha, na Rua Ricardo Wagner, s/n, às terças e quintas-feiras. A renda obtida é destinada para o auxílio a despesas da própria entidade. “É uma forma de terapia, de distração e do próprio aprendizado”, afirma Euza. As aulas para os alunos da entidade são realizadas desde a fundação da Apadevi.

 

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