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altReconhecido por seus esforços em prol da Associação Pontagrossense de Esportes para Deficientes (Apedef), o presidente Noel Kostiurekzo é, há cinco anos, um exemplo de luta pela instituição.  Sua história de desafios começa logo aos três meses de idade, quando uma injeção aplicada indevidamente para curar um resfriado provocou a paralisia total de seu corpo. A partir daí  Noel “vive uma vida de superação”.

 


Ainda criança, Noel ingressou na Associação Pontagrossense de Assistência à Criança Defeituosa (APACD),  onde aprendeu a escrever, pintar e desenhar. Foi aos 13 anos de idade que Noel pode compreender sua própria realidade:

“Foi uma das fases mais importantes da minha vida, de aceitação de mim mesmo”.  Após esse período, segundo Noel, sentiu despertar a vontade pelo trabalho e pelo ganho de seu próprio dinheiro.


Aos 14 anos, ingressou para o mercado de trabalho em um emprego com carteira assinada em Ponta Grossa. A partir daí, as superações não pararam. Noel passou por outros trabalhos, até se tornar auxiliar de escritório de uma franquia da empresa alemã Bosch, onde permaneceu por 12 anos.


Ao entrar para Apedef, em 2003, Noel desempenhou a função de relações públicas, em que dialogava com as empresas da cidade. Sua competência o levou à presidência da entidade em 2005, onde permanece até hoje: “Nunca deixaram de prestigiar meus esforços”.


Na direção da Apedef, Noel batalhou muito pela instituição. Um de seus maiores feitos no cargo foi a vigoração da lei 8.213/93, que possibilita a contratação de deficientes físicos junto ao empresariado de Ponta Grossa. Outra conquista foi a parceria com a loja MM- Mercadomóveis, patrocinadora do time de basquete sobre cadeiras de rodas, MM Tubarões, com atletas da instituição. 

Aos 39 anos de idade, com dois filhos, Noel é atleta de basquete, natação e atletismo. Já participou de três edições da Corrida de São Silvestre, fez corridas de kart, canoagem, raffting, rapel, e se prepara para saltar de para-quedas.

“O que move a cadeira não são as mãos, é a cabeça da pessoa. Ser cadeirante não tem limites, não há barreiras. Se eu pudesse escolher em ser uma pessoa fisicamente normal, eu optaria continuar cadeirante, eu me amo assim”.

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