altO integrante da Associação Pontagrossense de Esportes para Deficientes (Apedef), Cláudio Rosa, vai a Fortaleza (CE) neste final de semana. Ele disputa a 1ª. Etapa do Circuito Nacional de Loterias Caixa de Halterofilismo, Atletismo e Natação na modalidade de arremesso de peso.

 

A conquista veio depois que ele superou o índice mínimo da categoria F-55, que é de 6,80 metros, e lançou a uma distância de 7,59 metros. Os custos da viagem estão sendo pagos pela Secretaria Municipal de Esportes de Ponta Grossa.

A falta de apoio não desanima Cláudio Rosa (foto), que pretende bater o recorde brasileiro de arremesso de peso


Depois de mudar de modalidade, Cláudio Rosa, surpreende colegas e vai a Fortaleza (CE). O atleta da Associação Pontagrossense de Esportes para Deficientes (Apedef), disputa esse final de semana a 1ª. Etapa do Campeonato Brasileiro de Atletismo para Deficientes Físicos.

A vaga foi conquistada na fase classificatória, com a superação do índice mínimo da categoria F-55, que é de 6,80 metros. Logo no primeiro arremesso, Cláudio atingiu a marca de 7,59 metros. Os recursos para a viagem foram disponibilizados pela Secretaria Municipal de Esportes de Ponta Grossa.

A surpresa de conquistar uma vaga no Campeonato Brasileiro já no primeiro lançamento deixou todos com ótimas expectativas. Isso porque, essa é a primeira vez que Cláudio disputa nessa modalidade. Antes, o atleta competia na modalidade de halterofilismo, mas, devido a uma lesão no ombro, mudou para arremesso de peso.

O presidente da Apedef, Noel Kostiurezko, revela satisfação em ver Cláudio Rosa na competição. Segundo ele, em anos anteriores, outros atletas já representaram Ponta Grossa, mas, em 2009, somente Cláudio Rosa está na disputa. “Ele era atleta do halterofilismo e começou brincando no arremesso de peso. Foi uma revelação vê-lo alcançar o índice mínimo já no primeiro arremesso”, conta Noel.

Cláudio Rosa não consegue esconder as boas expectativas. Ele afirma que sua meta é vencer a competição e lançar a uma distância de 8,15 metros, superando os recordes brasileiro e sul-americano. “ Quando mudei de modalidade, não imaginava que teria resultados tão bons. Vou fazer o possível para estourar o recorde brasileiro”, confessa.

O atleta revela ainda que o caminho até o Campeonato Brasileiro não foi fácil. Além de lesionar o ombro quando praticava halterofilismo, Cláudio Rosa não contava com apoio médico e técnico. Hoje, segundo ele, essa realidade mudou.

“Agora a Apedef disponibiliza a fisioterapia e tenho apoio de profissionais de educação física. Mas ainda não tenho patrocínio. Já gastei o equivalente a um carro em cinco meses de treinamento para ir à competição”, salienta.

A dificuldade de apoio é algo considerada normal entre os atletas. Cláudio conta que uma cadeira de rodas para atletismo pode custar de  R$2 mil (alumínio) até R$18 mil (carbono). Para competir, ele e amigos fabricaram a cadeira de rodas adequada.

A nova sede da Apedef, o Complexo Esportivo para Pessoas com Deficiência "Jamal Farjallah Bazzi, contribui para o bom desempenho dos atletas. “As boas condições que o ginásio oferece nos ajuda a obter melhores resultados”, explica Cláudio.

Além das primeiras posições, ele pode trazer para casa uma bolsa atleta. Segundo Noel Kostiurezko, presidente da Apedef, Claúdio Rosa precisa repetir os mesmos resultados na 1ª e na 2ª. etapa do Campeonato, que acontece em novembro, em Curitiba (PR). Com os resultados, ele passa a receber a bolsa atleta do Comitê Paraolímpico Brasileiro.