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A Associação Pontagrossense de Emancipação para Deficientes (Apedef) existe desde 1996. Foi fundada por um grupo de pessoas com deficiência que jogavam futsal. Desde então, outras modalidades foram incluídas.


Atualmente, a Apedef conta com 50 atletas envolvidos em diferentes modalidades. Além do basquete, carro chefe da associação, é oferecida também a prática do atletismo, lançamento de dardo e disco, bocha adaptada, futsal, tiro esportivo, hipismo e tênis de mesa. Para participar das modalidades existe um processo de adaptação da pessoa com deficiência.
 
O presidente da Apedef, Alexandro de Paula, explica: “É necessário um esforço do atleta, porque é um processo de adaptação. Os treinos são puxados para quem não tem prática, é preciso persistência”, diz. Ainda é preciso de uma cadeira para a medida do atleta que, assim, se torna individual e o valor chega a R$ 3 mil.
 
A prática do desporto exige investimentos altos. A Apedef sobrevive com repasse de verba do Governo Federal para o custeio de gastos com a associação, o que impossibilita que a entidade dê patrocínio aos atletas.
 
“Não tem como nós patrocinarmos, porque não podemos designar verba do governo para o esporte, a verba é gasta para sustentar a associação”, afirma Alexandro.

Por conta disso, a Fundação de Esporte e o Pró-Amor ajudam com verbas de transporte e outros gastos dos atletas durante as competições e para a realização dos treinos. Os técnicos também são voluntários.
 
O coordenador geral da Fundação de Esporte, Marcos Schemberger, diz que existe a perspectiva de mais investimentos. “A Fundação providencia infraestrutura de deslocamento, mas estamos com projetos para investir de outras maneiras no desporto”, afirma.
 
Entre as possibilidades de apoio estão os cursos específicos para técnicos, melhoria na estrutura de locais esportivos e investimentos nas escolas para incentivar o esporte entre crianças com deficiência.
 
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