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 Três integrantes da APEDEF percorreram os 119 quilômetros que ligam Ponta Grossa a Tibagi em cadeiras de roda, na segunda edição do "Tibagi Sem Limites". A largada foi dada na quinta-feira (17) e a chegada na cidade aconteceu no dia 19. O objetivo dos atletas foi mostrar à sociedade que as pessoas com deficiência podem superar seus limites.

Superar limites e enfrentar desafios é o objetivo de três integrantes do time de Basquete da Associação Ponta-grossense de Esportes para Deficientes Físicos (APEDEF) ao promoverem o “Tibagi sem limites”. No último dia 17, Noel Kostiurezko, presidente da APEDEF, e os atletas Edison Mikos e Jorge Marcos Arruda iniciaram o percurso que durou três dias, resultando em 119 quilômetros. 


O trajeto começou no Jardim Carvalho, indo em direção à Carambeí, com uma parada para almoço. A chegada em Tibagi aconteceu no dia 19 de março. Os três cadeirantes contaram com uma equipe de staff formada por três ciclistas, dois policiais da Guarda de Trânsito Municipal, além de motorista, massagista, auxiliar geral e o responsável técnico Jean Leonardo Loss Machado.


altEste é o segundo ano que o evento acontece. O primeiro foi em 2006. Segundo Noel, outros eventos aconteceram durante esses quatro anos que pediram uma atenção maior, como a São Silvestre, no ano passado, e a Corrida das Águas de Foz do Iguaçu, em 2008.


De acordo com Noel, o trajeto é tranquilo, mas exige muito do braço em algumas partes, como subidas que pedem um certo cuidado, para que a cadeira não vire e o atleta acabe caindo e se machucando. “Nós usamos capacetes e luvas, reforçamos os pneus e alguns usam Chips (rodinhas traseiras). O equipamento tem que fazer parte do nosso corpo, tem que ser nossas pernas”, explica.


O atleta Jorge Marcos Arruda participa pela primeira vez do desafio e lamenta não ter passado antes pela experiência. “Faço halterofilismo desde os 18 anos e sempre pratiquei esportes. Agora, com 53 anos, pratico atletismo e há 10 estou na APEDEF”. Jorge ainda fala que a parte do corpo que mais sofre durante o trajeto é o braço. “O braço é tudo e dói muito em subidas que exijam mais”.


apedef2-28-03-11Angela Maria Oliveira faz parte da equipe de apoio e também faz as massagens que ajudam a diminuir a dor dos atletas. “Durante o percurso são feitas várias paradas para que eles descansem um pouco”, conta.


O responsável técnico e professor de educação física há 10 anos, Gean Leonardo Loss Machado, dá um recado a quem tenha alguma limitação física e não pratica nenhum tipo de atividade esportiva: “Venha participar, faça um esporte, não fique parado; para cada tipo de deficiência há um tipo de esporte adequado”.
 
altPreparo físico e superação
A equipe que participa do Tibagi Sem Limites, formada por atletas praticantes de halterofilismo e jogadores do time de basquete “Tubarões” da APEDEF, treinou durante seis meses para o desafio, fazendo trajetos para o Campus de Uvaranas e até para o Buraco do Padre.

“Acima do desafio, o nosso objetivo é incentivar o muletante, que acha que isso é só para cadeirante, a também superar seus limites”, observa Noel.

Para os esportistas, vencer os desafios é uma forma de mostrar que o deficiente físico pode realizar qualquer tarefa e tem seu lugar na sociedade. Noel participou da primeira edição do “Tibagi sem limites” e conta que durante o trajeto os carros buzinavam, pessoas batiam palmas e sempre foram bem recebidos nas cidades em que passaram.

Com o propósito definido desde que começou a praticar esportes, Edison Mikos espera incentivar outros cadeirantes a sair de casa e praticar um esporte. “Muitos acham que a vida acabou e, com isso, queremos provar o contrário”, relata.

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