A Associação Pontagrossense de Emancipação para Deficientes (APEDEF) completou, na última semana, o número de moradores na casa de acolhimento. Por ordem do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) a entidade passou por reformas para adaptação das instalações em 2014.

No início das obras, a APEDEF abrigava três pessoas com deficiência. Hoje, com a casa completamente adaptada, o número de moradores atingiu a capacidade de acolhimento da entidade, que totaliza dez – três homens e sete mulheres.

Silmara Santos, secretária da associação, destaca a importância dessa mudança na entidade. “Quantos deficientes que não têm um lar ou alguém para ajudar? Então, para a gente é uma coisa boa ajudar, acolher elas aqui, tratar bem. Hoje ainda estamos nos adequando a essa mudança, estamos aprendendo a cada dia”, explica a secretária.

Com a mudança, agora a entidade possui quatro cuidadoras – duas durante o dia e duas durante a noite. Em fevereiro, a casa tinha apenas uma.
A assistente social da associação, Salete Miranda, explica o processo de acolhimento. “Antes a entidade só dava amparo para os atletas que vinham competir e não tinham onde passar a noite, mas não moravam mesmo aqui. Hoje, o contato com os deficientes é feito 24 horas por dia”, diz Salete.

Carmem Miranda, a ‘Xuxa’, atleta paralímpica, que já foi recordista pan-americana de arremeso de peso, utiliza a casa como residência em Ponta Grossa, onde treina, já que mora em Curitiba. Para ela, a recepção da entidade nunca deixou a desejar. “Sempre fui muito bem recebida aqui, e agora, com a ampliação espero que mais pessoas possam receber esse mesmo tratamento”, relata.

Quem regulamenta as transferências de pessoas com deficiência é o CREAS, a partir de um cadastro de pessoas em situação de vulnerabilidade. Além da APEDEF, existem outras três entidades que acolhem pessoas com deficiência física ou mental – Odilon Mendes, Colmeia e Nossa Senhora De Lourdes – todas cadastradas no centro de referência.

As reformas na APEDEF foram concluídas no começo do mês de julho e foram custeadas pela Secretaria Municipal de Assistência Social. Antes, a entidade recebia repasses da Fundação Municipal de Esportes. Como as verbas para o desporto seriam cortadas, a entidade precisou ampliar a área da atuação para receber repasses de outra rubrica.