Depois de garantido o reajuste salarial dos professores da educação básica no Paraná, agora os docentes lutam por melhores condições de trabalho. Principal exigência é aplicação de 33% de hora-atividade.

 

 

O governo estadual demorou, mas atendeu a reivindicação de aumento salarial dos professores do ensino público - fundamental e médio - no Paraná. Garantido pela Lei do Piso Salarial Profissional Nacional (Lei nº 11.738/2008) - conhecida como ‘Lei Nacional do Piso’, os docentes terão reajuste total de 13,31% em 2012, além do aumento referente à inflação. Agora, a batalha é por melhores condições de trabalho, principalmente em relação à hora-atividade.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Paraná (APP-Sindicato) exige que seja aplicada 33% de hora-atividade na carga-horária do professor. Hoje, os docentes têm 20% de carga-horária para preparar aulas e corrigir trabalhos. Segundo Marlei Fernandes de Carvalho, presidenta estadual da APP, o maior tempo para atividades fora da sala de aula leva à melhoria na qualidade do ensino. “Se o professor tiver mais tempo para preparar bem sua aula, corrigir melhor as provas e trabalhos e fazer outras atividades de aperfeiçoamento e reuniões pedagógicas, é notável que a educação no estado melhore”, conta a presidenta.

A aplicação dos 33% é garantida pela Lei Nacional do Piso e apoiada pelo Ministério da Educação (MEC). Em agosto de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou a lei como constitucional, depois de responder a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn nº 4.167) encaminhada por cinco estados, inclusive o Paraná.

Em Assembleia Estadual no último dia 30 de agosto, depois de uma manifestação que levou 12 mil pessoas às ruas de Curitiba, os sindicalizados decidiram por não ir à distribuição de aulas em dezembro caso o governo não aplique os 33% de hora-atividade.

 
Opinião: O mito da educação

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