Há exatamente dois anos, candidatos à Presidência, ao Senado, à Câmara Federal e aos Governos Estaduais estavam com as campanhas a todo vapor – no rádio, na TV e nas ruas. Não foi diferente com o então candidato e atual governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). O tucano disse, inúmeras vezes, ter a Educação Pública entre seus principais objetivos e metas. “Educação será prioridade no meu governo”, dizia. Porém, Richa parece ter se esquecido da promessa de campanha.

Quando chega a hora de tratar das questões da Educação Pública junto com a APP, o governo de Beto tem sido extremamente relutante. Depois de prometer o reajuste salarial e uma nova proposta de um plano de saúde até julho, o Governo Estadual não cumpriu a promessa.

No Paraná, a atual prioridade dos professores é o cumprimento dos 33% de hora-atividade. Isso acarretaria, certamente, na convocação dos professores já aprovados no concurso e, logo, na ampliação do corpo docente. Para os funcionários em educação a situação é semelhante: a sobrecarga de trabalho acarreta na falta de qualidade dos serviços prestados, além de prejudicar a saúde dos trabalhadores.

O descaso e a lentidão para lidar com as questões educacionais não é um fator exclusivo do governo Richa.  Na esfera federal, Dilma Rousseff (PT) sofreu para resolver a greve nas Universidades Federais, além da paralisação generalizada de servidores federais pelo país. Educação é proposta de campanha, mas parece estar longe de se tornar prioridade de governo.


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