Desde dezembro de 2012, a categoria luta por melhorias no sistema público de educação. Agora, os educadores foram até Curitiba para participar da votação dos Projetos de Lei com relação ao plano de carreira e hora atividade

 

Na quarta-feira, dia 24/04, aconteceu o Dia Estadual da Paralisação dos Professores. Núcleos de professores de todo o estado se reuniram em Curitiba. No inicio da manhã, a manifestação começou com o enterro do Sistema de Assistencia a Saúde (SAS).

O enterro simbólico demonstrou a insatisfação dos funcionários públicos com o sistema que, segundo os professores, não funciona. Após o enterro, o governo anunciou à comissao negociadora o plano emergencial: serão atendidas, pelo Hospital Evangélico, as emergências dos servidores da Região Metropolitana de Curitiba.  

O novo plano de saúde foi uma das questões principais tratadas na audiência, que reuniu a direção da APP-Sindicato, o vice-governador e secretário de Educação Flávio Arns, a secretária de Administração e Previdência Dinorah Nogara e técnicos do governo.

Os educadores foram à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para acompanhar a votação dos projetos de lei complementar 002 e 003/2013, que determinam a legitimidade do 1/3 da hora-atividade para os professores da rede pública estadual, além do plano de carreira dos funcionários das escolas.

A  ordem da pauta foi acelerada com a ajuda dos deputados estaduais Professor Lemos e Tadeu Veneri, para aprovar a redação final dos projetos que prevêm  a redistribuição de aulas e a valorização do Quadro dos Funcionários(as) da Educação Básica (QFEB).

Após a apreciação do texto, foi aberta uma sessão extraordinária para aprovar os projetos. Recebendo pareceres favoraveis do legislativo, o PL 03/2013 foi aprovado na sua totalidade. O próximo passo será a sanção do PLCS e a sua publicação no Diário Oficial.

Os educadores e funcionários se reuniram ao término da sessão da Alep para avaliar o processo de negociação e os avanços. Para a presidenta da APP-Sindicato, professora Marlei Fernandes de Carvalho, a mobilização deve continuar:

“A gente já vai apontar um calendário de mobilização mensal até  vencermos a pauta da saúde. Isso vai ser necessário. Sabemos que cada item da nossa pauta será aprovado só com muita dedicação, com muito esforço de toda a categoria”, concluiu.

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