Na última sexta-feira, dia 29, professores e funcionários de todos os núcleos da Associação de Professores do Paraná (APP) paralisaram suas atividades diárias e se reuniram em Curitiba, para realizar a tradicional Marcha de Luto e Luta da Educação Pública.

 

O ato é realizado, todos os anos, no dia 30 de agosto e “descomemora” o acontecimento de 1988, em que uma manifestação de professores em greve foi violentamente reprimida por policiais militares. A ação da polícia deixou dez feridos e resultou na prisão de cinco manifestantes.

Desde então, todo dia 30 de agosto, os professores da rede estadual se reúnem em Curitiba para o Dia de Luto e Luta da Educação Pública. Este ano, em virtude de o dia 30 cair em um sábado, a manifestação foi adiantada para o dia 29.

A professora da rede estadual, Sueli da Costa, destaca a importância de relembrar a data histórica para que não aconteçam casos parecidos. “Em 1988, a categoria foi impedida de protestar e exigir seus direitos. Queremos mostrar para a sociedade que professores e manifestantes em geral não podem ser tratados dessa forma”.

Este ano, os professores se reuniram na Praça Santos Andrade e marcharam até o Palácio Iguaçu. Lá, apresentaram suas reivindicações ao governador Beto Richa.

Entre os principais pontos solicitados pela categoria, estão: o plano de saúde dos servidores, a posse dos aprovados no último concurso público, os projetos de lei dos professores PSS (profissionais contratados(as) em regime temporário), o auxílio-transporte e o pagamento das promoções e progressões em atraso.

De acordo com a presidente do Núcleo de Ponta Grossa, Vera Morais, a categoria aproveitou a data simbólica para expor suas reivindicações ao governo. “Queremos agilidade no cumprimento dos acordos, esperamos que essa conversa faça com que o governo se apresse em nos  atender”.
A Assessoria de Comunicação da Secretaria de Educação do Paraná informou, por e-mail, que ficaram acertados estudos para atender os temas apresentados pela categoria. Além disso, será feita uma discussão entre secretarias de governo e outras entidades para que se possa atender as reivindicações.

Arquivo comunitário
21/06/2012 - ‘O episódio de 1988 foi um divisor de águas