A tarde desta quinta-feira, dia 12 de fevereiro, foi marcada por protestos e desrespeito com os funcionários públicos do estado de Paraná. Na Assembleia Legislativa, em Curitiba, após confrontos com professores e outras categorias de servidores, o presidente da Alep, Ademar Traiano, retirou o “pacote de maldades” da pauta de votação.

 

 

A manifestação começou de forma calma, sem violência por parte dos professores e policiais que estavam no local. Unidos, servidores entoavam gritos de guerra contrários ao governo de Beto Richa.

Desde as primeiras horas da manhã, diversos professores se deitaram no chão em frente aos portões que dão acesso ao restaurante da Alep. O objetivo dos manifestantes era impedir que os deputados pudessem votar o pacote de medidas econômicas.

Acuados dentro de um camburão do Batalhão de Choque, deputados forçaram a barreira popular e adentraram o recinto. Logo em seguida, os manifestantes tomaram o lugar também. E o confronto começou.

“Foi horrível”, diz a professora Lúcia Cogo. “De repente eu vi vários policiais gritando e soltando bombas de gás de pimenta, junto com balas de borracha. Nesse momento eu só pensava nos meus colegas professores, que estavam em confronto direto com a polícia”, relata.

Para Ana Cristina Schirlo, professora, as perspectivas para a educação estadual nesse ano são as piores possíveis. “Vamos começar o ano letivo com várias pessoas contrárias a nós”, lamenta.  

Ana explica que a greve vai influenciar todas as escolas do estado, e que serão necessárias reposições de aula: “Nós vamos ter que repor, agora como vai ser é que não sabemos”.

Grande parte das reclamações vem por conta da falta de alguma coisa nas escolas. Enéri Czerwonka Griebeler, professora, diz que os funcionários públicos estão cansados do "desgoverno" de Beto Richa:

"Os funcionários estão lutando para acabar com o sucateamento das escolas. As salas de aula estão superlotadas, falta estrutura, faltam funcionários, falta merenda nas escolas. Faltam condições para trabalhar”.

Para a professora, o maior desafio da educação hoje em dia é fazer com que os alunos entendam que ela é de suma importância para o futuro de qualquer cidadão.

“Através dela, temos condições de lutar por todos os nossos direitos e não precisamos abaixar a cabeça para mandos e desmandos de qualquer político”, explica Enéri.

Arquivo comunitário
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