Servidores afirmam que continuam alertas e esperam que governo cumpra acordo

As paralisações dos professores, que motivaram duas greves no inicio do ano letivo de 2015, desencadearam propostas referentes aos beneficios aos quais os funcionários tem direito. Os deputados do Estado apresentaram uma oferta que garante a reposição salarial dos servidores até o ano de 2017.

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Confira a reportagem completa em áudio
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O que prevê o projeto de reposição das perdas inflacionárias:

Outubro de 2015 Janeiro de 2016 Janeiro de 2017 Maio de 2017

3,45%

(Inflação de maio a dezembro de 2014)

8,5%

(Reposição de janeiro a dezembro de 2015)

5,5+1%

(Reposição da inflação de janeiro a dezembro de 2016,

acrescido de recomposição de perdas)

1,8%

(Reposição  da inflação de janeiro a abril de 2017)

A proposta não agradou parte dos servidores com a justificativa de que o governo não cumpriu com a lei da data-base (15.512/2007) e a do Piso Nacional (11.738/2008), sendo essa a primeira vez que a reposição salarial ficou abaixo do nível da inflação. Mesmo com a proposta, os servidores filiados à da APP decidiram, por maioria, pelo encerramento encerraram da greve. Posteriormente, as universidades também voltaram às atividades.

Em nota, sindicatos das universidades estaduais deixaram a mensagem: “Encerraremos esta greve e voltaremos ao trabalho, mas retornaremos diferentes. Entre nós há mais tolerância e unidade para tratar as divergências porque tivemos clareza dos nossos princípios e coerência nas estratégias de luta. Entre nós há mais coragem e solidariedade.”.

O professor Marlon Alves diz que os servidores estão comprometidos com o governo até o final da gestão. Ele garante que caso haja descumprimento da proposta apresentada, a greve retornará. “A greve para nós foi um ganho. Foi um período de aprendizado. Mas a categoria deve se manter unida para não perder mais direitos.”

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