APP Sindicato defende transparência nos critérios para distribuição dos recursos

A imagem mostra uma placa que afirma que o colégio foi beneficiado pelo programa Escola1000A foto mostra um adesivo colocado em um dos Colégios contemplados pelo Escola 1000, em Ponta Grossa

O Governo do Paraná anunciou, no último mês de setembro, o Programa Escola 1000. O projeto prevê a aplicação de R$ 100 mil na reforma de 1 mil escolas estaduais. Para a direção do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Estado do Paraná, a APP Sindicato, não ficou claro, no entanto, o critério de escolha dos estabelecimentos escolhidos.


A presidente da APP sede Ponta Grossa, Vera Rosi, destaca que as 2.100 escolas do estado estão carentes de recursos. “Queremos que as 1.100 escolas que ficaram de fora também recebam. Por que ficaram de fora se todas estão precisando?”

Uma análise da distribuição dos recursos feita pela APP deixa claro que a maioria dos diretores de escolas contempladas com o Programa Escola 1000 foram integrantes de movimentos grevistas. 

“Se eu chamo quem se elegeu num momento histórico em que o governo era vilão, eu posso reverter essa situação”, afirma. Para Vera, a estratégia da gestão Beto Richa é conquistar os professores que têm posição contrária à política de seu governo voltada ao setor de educação.

Professora da rede estadual, Michelle Rotta acredita que não é digno fazer as escolas se acusarem de quem merece mais recursos. Michelle também acredita que o montante pode não ser suficiente se for levado em consideração que há “escolas que precisam de obras estruturais, algo que envolva construção, instalação elétrica e hidráulica, mão de obra”. 

A professora afirma que as escolas estão tendo que fazer escolhas. “As escolas que receberão o recurso, estão precisando escolher entre a urgência, a emergência e o risco imediato”, completa.

Nota publicada no site da APP Sindicato deixa claro o estranhamento provocado pela forma como se deu a distribuição dos recursos. Nela, há a cobrança de transparência no processo. Confira no trecho destacado abaixo:

“Que nossas escolas estão carentes de recursos para a reforma e manutenção de suas estruturas e que, portanto, esses recursos são importantes, é notório. O que nos causa estranheza é a falta de transparência em relação à seleção das escolas contempladas, deixando de fora mais de 1.000 outras escolas estaduais públicas e o momento que isso se dá.

Como se apurou, os recursos são da Casa Civil. Trata-se de crédito suplementar, reorganização de recursos internos da própria Secretaria que, em tese, não traz impactos no orçamento geral do Estado. Se é possível um crédito suplementar de 100 milhões de reais porque não se usa de mesmo expediente para o pagamento das promoções e progressões devida aos(às) servidores(as) estaduais? 

Quem está à frente do projeto é também a Casa Civil. Deputados(as) governistas se adiantaram e divulgaram como feitos seus a liberação dos recursos. Nesse sentido, porque o recurso é público, denunciamos o evidente uso político.

Sabemos das reais necessidades das escolas. Todas, sem exceção, precisam de recursos. Por isso, insistimos na necessidade de transparência na utilização dos recursos públicos. Rechaçamos qualquer manipulação política na entrega e uso destes recursos. Aguardamos que as outras 1.100 escolas sejam também beneficiadas. Enquanto as escolas vivem dias de penúria e descaso governamental, a operaçã.

“Quadro Negro” aponta o desvio, até agora, de mais de 30 milhões de reais. Dinheiro da população paranaense que deveria ser usado para a construção e reforma de escolas.”

 

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