No calendário de 2017 da APP- Sindicato, o dia 29 de abril está marcado como um dia de luta e de memória (Foto: Clara Ribeiro)

A poucos dias da conclusão de 2016, segue sem resposta a reivindicação de funcionários da rede estadual. Representantes da categoria ainda lutam para reverter a falta aplicada, pelo governo estadual, a quem participou do ato de descomemoração do episódio que ficou conhecido como o massacre de 29 de abril.

A manifestação se deu no dia em que completou um ano do chamado massacre, ocorrido em 2015, no Centro Cívico, em Curitiba. Na ocasião o governo, que não apoiou a manifestação, aplicou falta aos funcionários que não estavam nas escolas. Quase oito meses depois, a gestão estadual não voltou atrás reconsiderando a posição assumida de corte do dia não trabalhado.

Segundo a presidente do Núcleo Sindical de Ponta Grossa - APP, Vera Rosi, a falta ainda não foi retirada, mas há esperança de que seja. “A gente continua na luta, a gente perde uma batalha, mas não a guerra”. Ela utiliza como exemplo a gestão do ex-governador do Paraná, o senador Álvaro Dias. Na ocasião, faltas foram lançadas, mas retiradas após algum tempo.

Professora da rede estadual, Márcia Rodrigues, comenta os problemas da falta lançada. “Além do prejuízo financeiro, de quase R$ 300, a falta vai implicar em prejuízos à progressão de carreira dos funcionários”.  A professora relembra que, na época da falta, a negociação entre a APP e o governo aconteceu, mas não se chegou a um acordo favorável aos docentes.

Em agosto, foi protocolado o Projeto de Lei 426 na Assembleia Legislativa do Paraná que tinha como objetivo abonar a falta do dia 29 de abril de 2016. O projeto de autoria dos deputados Professor Lemos (PT) e Hussein Bakri (PSD) contava com o apoio de mais 17 deputados. No entanto, até o momento, o projeto não obteve resultado.

A equipe de reportagem do Portal Comunitário tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa do governo estadual, mas até o fechamento desta matéria não obteve sucesso.

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