Fevereiro de 2015 foi o mês em que a paisagem urbana se transformou em Ponta Grossa. E dessa vez não foi por conta apenas de alguma obra 'grande, moderna e bonita', como dizia um antigo prefeito. Ou inacabada, como diria a população. Essa alteração no que vemos e sentimos quando andamos pela cidade também não se deve a condomínios fechados ou prédios que roubam a visão.

A 1ª Conferência dos Campos Gerais pela Transparência e Controle Social (ConSocial), realizada dia 9 de fevereiro/2012, pode ser um marco importante na expectativa dos milhares de contribuintes que, em todos municípios da Região, ainda enfrentam problemas com serviços básicos, como saúde, transporte, educação, saneamento básico ou sequer pensam que buscar formas concretas de acompanhar o uso do dinheiro público pode estar mais perto do que alguns imaginam.

O direito de se casar é um sonho dos homens e mulheres que amam um ser humano do mesmo sexo, constitui isso um marco de aceitação pela sociedade? Obviamente não. A aceitação dos homossexuais não passa pela aceitação do Casamento Gay. Antes o casamento é uma conquista de uma sociedade que quer se libertar de tutelas que a infantilizam. Curioso observar que os homossexuais lutaram tanto para conseguir o direito de casar, quando os heterossexuais estão cada vez menos preocupados com ela.

 

O Congresso debatia desde 1996 propostas que autorizassem a parceria civil entre homossexuais ora, a compreensão de que o casamento é a união de dois pombinhos que dormem na mesma cama todas as noites, se amam, dividem as contas, são fiéis, moram sob o mesmo teto, brigam com certa regularidade para depois fazerem as pazes, é o que entendemos por casamento, e os heterossexuais jamais o contradiriam.

Pois é, no momento em que o Superior Tribunal de Justiça – STJ reconheceu o direito de mulheres casarem, muitas perguntas estão sem respostas.

Até 1962 para que a mulher pudesse trabalhar, tinha de ter a autorização do marido, até 1977, casar no Brasil era aventura para destemidos que acreditavam na eternidade do vínculo. Nossos filhos não saberão o que vem a ser desquite, nem mesmo separação judicial. Muitos acreditavam que o divórcio abria uma “fábrica de menores abandonadas”, não abriu!