A Associação Artesanal do Excepcional de Ponta Grossa (Assarte), localizada no bairro Órfãs, construiu para o início deste ano uma sala de informática e uma biblioteca. As salas foram construídas com recursos próprios, conta a secretária da escola Ângela Andrade, que é uma espécie de Associação de Pais de Amigos do Excepcional (Apae) para pessoas além dos 17 anos.

Felipe Farias, técnico em informática e instrutor dos alunos, conta que nos dois meses que trabalhou na escola não teve problemas. “Eles são bem tranquilos. Alguns não sabem mexer, mas querem ficar ali digitando”. Para aqueles que não têm problema de visão, Farias passa exercícios de digitação. “Passei pra ela um livro infantil e ela já terminou rapidinho”, diz mostrando uma aluna que tem síndrome de down.

A escola conta com 20 turmas e as aulas de informática duram uma hora e meia. O aluno Eugênio Macoski diz gostar de ouvir Roberto Carlos durante as aulas. “Eu tenho tanto pra lhe falar”, entoa ao ser perguntado sobre sua música preferida.

Farias conta que alguns alunos ficam nervosos com a sua presença, e ‘travam’ se ele ficar por perto. “Eu passo o exercício e tenho de sair de perto para que eles façam, se ficar ali eles não fazem”. O instrutor falar que uma de suas alunas digita bem, mas não se dá conta de dar espaço entre as palavras. “Por mais que eu, explique ela não conseguia se eu ficasse por perto, quando saio ela faz certinho”, conta.

A biblioteca fica ao lado da sala de computação e conta com livros desde infantis até enciclopédias, além de jogos educativos. A professora Maria Isabel lê livros para os alunos e pede para prestarem bastante atenção nas histórias.

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