Desde 2010 a Assarte deixou a condição de associação para passar ao nível de s municipal. Mesmo com a mudança a escola segue oferecendo atividades que, gradualmente, inserem os alunos na sociedade.

 Formada por um corpo docente de 14 professores e 7 instrutores, a Assarte oferece atividades de artesanato, pintura e cestaria como uma alternativa de inclusão social. Ao todo, 100 alunos recebem atendimento da entidade. As idades variam entre 17 e 65 anos. “Aqui nós acolhemos todas as idades acima de 17 anos. Temos espaço para todos”, diz a coordenadora Marília Weiber.

A produção de artesanatos a base de madeira são a principal aposta da escola, que divide a carga horária entre o currículo básico e os cursos artesanais profissionalizantes. “A cada turno eu dou duas horas de aula e outras duas de artesanato’, conta a professora Lourdes Cardoso.

Mãe de um menino autista, Remy Farias conta que as atividades desenvolvidas pelo filho na escola ajudam-no a desenvolver e aperfeiçoar alguns movimentos da mão. “Ele tem muita dificuldade com o tato fino, então, as atividades de juntar grão de arroz, por exemplo, são muito importantes para o desenvolvimento motor dele”.

Por parte dos alunos, o gosto pelo artesanato parece ser unânime. “Eu gosto muito dessa escola. A gente aprende um monte de coisas aqui. Tem pintura e marcenaria, é muito legal!”, relata Rosimeire Neves.

Segundo a presidente do Conselho da Pessoa com Deficiência, essas escolas especiais como a Assarte cumprem o papel de inserir o aluno na sociedade. Ainda segundo Regina Rosa, essas escolas serão necessárias até que o ensino regular esteja preparado para de fato incluir o aluno especial.

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