altCom novos funcionários, mais materiais e uma nova sede, a Astrama (Associação de Trabalhos Manuais) pretende em 2013 dinamizar sua produção. A Associação, que até o ano passado era vinculada à Paróquia São José, por falta de um espaço próprio mudou sua sede para o anexo de uma casa na vila Vicentina, no bairro de Uvaranas.

Além disso, a administração e a definição de diretrizes internas agora passam a ser dos associados; até o ano passado, essas decisões cabiam à paróquia. Segundo um dos trabalhadores da entidade, Adão Rodrigues, habilitado em marcenaria, a necessidade de mudança ocorreu depois que a demanda pelos móveis aumentou. Ele relata que na antiga sede eles utilizavam 15 placas por mês por cada móvel, mas agora, usam 30.

“A mão de obra também multiplicou, pois antes a gente trabalhava em dois, agora há cinco pessoas, embora a gente tenha somente um equipamento”. O trabalho na Astrama passou a ser feito por turnos. O primeiro começa às 8h e vai até as 14h; e o outro turno, de acabamento, começa às 14h e vai até às 19h. 

Os trabalhadores da entidade avaliam positivamente a desvinculação entre a Astrama e a Paróquia São José. Para eles, os consumidores passam a valorizar mais o trabalho dos associados. “Na Paróquia, os consumidores acabam valorizando menos o nosso trabalho porque acham que não foi feito por profissionais”, ressalta Adão.

Entre as principais dificuldades dos trabalhadores da entidade, a que mais atrapalha a produção é a falta de equipamentos para uso com madeira, como máquinas parafusadeiras. “Às vezes a gente não consegue acelerar a produção porque um equipamento está sendo utilizada por outra pessoa, e isso atrasa um pouco a obra”, conta Maristela dos Santos.

Arquivo comunitário:

02/01/2012 - Ação da ASTRAMA visa à reintegração de egressos da penitenciária 

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