Associação de economia solidária terceiriza a produção para manter atividades em PG.

Fundada em 2009 a Associação de Trabalhos Manuais São José (Astrama) passa por uma fase difícil no segundo semestre de 2014. A produção de tijolos ecológicos, frente importante de atuação na economia solidária e geradora de trabalho e renda para a associação, parou atividades há dois meses.

A marcenaria seguia o mesmo caminho, não fosse a abertura da associação para a produção terceirizada. Hoje a Astrama presta serviço para outra marcenaria, mas funciona às duras penas. "Já não somos uma associação, pois falta associados e incentivo", diz um dos quatro funcionários que compõe o quadro efetivo da Astrama, Adão Rodrigues.

A produção terceirizada descaracteriza a proposta de trabalho da Astrama, pois deixa de fazer parte da economia solidária para pertencer ao lucro de uma só pessoa. Entretanto, foi uma alternativa para continuar a produção num momento em que os parceiros da associação deixaram de incentivá-la. A Masisa doava placas de MDF, mas pela falta de projetos este ano não desenvolve atividades na associação.

A Incubadora de Empreendimentos Solidários (IESol), uma das entidades associadas da Astrama, planeja uma reunião que decidirá novos posicionamentos com relação às atividades da Astrama. Segundo a técnica em economia solidária Lilian Torres, incentivos vão incidir na marcenaria ou na produção de tijolos ecológicos.

A associada da Sandra Ferreira relembra os bons tempos da Astrama e espera por providências. "Hoje tiramos um salário mínimo, mas já foi bem melhor, tinha até cesta básica. Aos poucos cortaram tudo", desabafa.