altAs agências privadas voltaram a funcionar ontem em Ponta Grossa. Os bancários da rede particular aprovaram em assembleia o reajuste salarial de 6%, proposto pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Os bancos públicos decidem hoje se a greve continua. Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal vão apreciar a proposta de reajuste salarial em assembleia. Agências dos dois bancos seguem fechadas em outras sete cidades da região de Ponta Grossa.

O reajuste salarial de 6%, proposto pela Fenaban, foi aprovado ontem pelos funcionários dos bancos privados em Ponta Grossa. Isto representa um aumento real de 1,5% para os bancários. As agências das redes particulares voltaram ao trabalho já na manhã de ontem.

O valor, no entanto, ficou abaixo dos 10% reivindicados pela categoria. O presidente do Sindicato dos Bancários de Ponta Grossa e Região, Gilberto Leite, acredita que a proposta não contempla as reais necessidades dos bancários. “Eu avalio ainda que está distante do pleito dos bancários, principalmente do que os banqueiros podem oferecer”, afirma Leite.

A proposta aprovada também prevê, entre outras coisas, o aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a ampliação da Licença Maternidade para 180 dias. O texto determina que os dias parados em função da greve devem ser compensados até 15 de dezembro deste ano.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf – CUT), o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal propõem aumento salarial de 6%, seguindo a linha da Fenaban. Os funcionários de ambos os bancos em Ponta Grossa avaliam hoje pela manhã a proposta.  Em São Paulo, funcionários do Banco do Brasil decidiram retornar ao trabalho. Já os bancários da Caixa se demonstraram insatisfeitos com a proposta.

Agências dos dois bancos seguem fechadas em Irati, Teixeira Soares, Rebouças, Carambeí, Piraí do Sul, Castro e Imbituva.

Outra decisão comemorada pela categoria foi o compromisso do Banco do Brasil em contratar 10 mil funcionários até 2011. No entanto, segundo o presidente do sindicato em Ponta Grossa, esta não é a realidade nos bancos privados.

Gilberto afirma que a rede particular não mostrou interesse no aumento das contratações. Para o presidente, um maior número de funcionários implicaria a diminuição da sobrecarga de trabalho e do assédio moral nos bancos, melhorando a qualidade do atendimento.

“Somente o cliente percebe isso, o bancário percebe isso quando adoece pelo trabalho”, avalia Gilberto Leite.