alt Os funcionários dos bancos continuam em greve em Ponta Grossa. O movimento está se expandindo para outras cidades da região. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) promove assembleia nesta quinta-feira às 10 horas em São Paulo. Amanhã é a vez da Caixa Econômica Federal. As negociações salariais foram retomadas ontem, em nível nacional, no Banco do Brasil. A categoria reivindica reajuste salarial de 10%. A proposta atual dos bancos é de 4,5%. Não há previsão para o fim da paralisação.

Gilberto Leite, presidente do sindicato, aponta os vários motivos que levaram à paralisação


A campanha salarial já dura uma semana na cidade. Todos os dias o Sindicato dos Bancários de Ponta Grossa e Região realiza conversações com os funcionários dos bancos públicos e privados.

Segundo o presidente do sindicato, Gilberto Leite, o objetivo é apresentar a evolução da greve na região e em todo o país. Ele afirma que até agora não há previsão para o término da greve:

 “A gente tem feito avaliações todos os dias pela manhã, de onde a gente tira a continuidade ou não do movimento. E até o momento não temos uma situação que a gente possa colocar em votação numa assembleia para dar fim ao movimento”, explica Gilberto.

O Sindicato também está buscando o apoio das cidades vizinhas a Ponta Grossa. Agências da Caixa Econômica e do Banco do Brasil estão fechadas em cinco municípios: Irati, Carambeí, Palmeira, Rebouças e Imbituva.

O presidente lembra que, além do reajuste, outros objetivos motivaram a greve. Dentre elas estão o fim do assédio moral e das metas abusivas nos bancos. “São metas impossíveis de serem cumpridas, o bancário tem sofrido muito, tem adoecido. É uma pressão que vai de segunda a segunda”, afirma Leite.

A categoria também exige o aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a contratação de mais profissionais e a isonomia entre funcionários novos e antigos. “Não sai da nossa pauta, ano após ano, a contratação de funcionários para diminuir as filas, para gerar empregos, para tirar a sobrecarga de trabalho dos bancários”, comenta o presidente.

Na assembleia de ontem em São Paulo, o Banco do Brasil aceitou contratar 3000 funcionários até 2010 e criar comissões que combatam o assédio moral.

Quanto à questão salarial, o banco espera um posicionamento da assembleia da Fenaban, que acontece hoje, para retomar a negociação. Na Caixa, a assembleia acontece nesta sexta-feira.

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