O Sindicato dos Bancários realizou na manhã desta terça-feira, dia 09, uma manifestação em frente Banco do Brasil da Rua Augusto Ribas, próximo ao Cine Ópera. O objetivo foi pressionar a gerência quanto aos direitos dos trabalhadores bancários.

“As funções dentro do banco foram distribuídas unilateralmente”, acusa o presidente do sindicado, Gilberto Lopes Leite. “Um banco público tem que ser exemplo de respeito para com seus funcionários e de atendimento ao público. Hoje, o Banco do Brasil tem falta de funcionários e acúmulo de funções, além do assédio moral aos bancários”.

Os participantes do protesto penduraram cartazes questionadores na fachada do prédio do BB, e distribuíram folders explicativos para quem passava pela agência. A manifestação é o desfecho de uma série de tentativas, por parte do sindicato, de acordo com o Banco do Brasil para a resolução dos problemas.

Com quase 60 funcionários, a agência localizada na rua Augusto Ribas é a maior do Banco do Brasil em Ponta Grossa. Uma funcionária da agência, que passava pela manifestação e preferiu não se identificar, denuncia recentes falhas no atendimento ao público pela falta de funcionários. “Na última semana, fechamos as portas da agência com ainda 150 pessoas lá dentro para serem atendidas”.

Com o acúmulo de funções devido à falta de funcionários, muitos trabalhadores não conseguem atingir as metas estabelecidas pela gerência do banco e, segundo o presidente do sindicato, sofrem com pressões abusivas. “As agências do Banco do Brasil em Ponta Grossa estão ameaçando seus funcionários com o corte nas comissões”, conta Gilberto.

O salário do bancário, hoje, é composto por um valor fixo, o piso salarial, mais a comissão de acordo com as funções que o trabalhador desempenha dentro da agência. 60% dos funcionários do Banco do Brasil na cidade, hoje, são comissionados.

Entre os tópicos levantados pelos manifestantes no protesto, o assédio moral surge como fator fundamental. Assédio moral, segundo a Lei nº4591 de 2011, são ações ou gestos que atingem, pela repetição, a autoestima e a segurança de um indivíduo, e que implicam danos no ambiente do trabalho e na evolução profissional do trabalhador.

Em Ponta Grossa, o Sindicato dos Bancários recebe reclamações diárias de assédio moral nas agências da cidade. “Os bancos têm feito terrorismo em cima do trabalhador. Uma cobrança abusiva de metas. A gerência têm adoecido seus funcionários, trazendo transtornos e gerando um clima horrível para se trabalhar dentro das agências”, explica o presidente do sindicato.

Procurada pela equipe de reportagem do Portal Comunitário, a gerência regional do Banco do Brasil não se pronunciou sobre as reivindicações dos manifestantes até o fechamento da notícia.

ENQUETE

Arquivo Comunitário
12/07/2012 - Responsáveis por segurança alegam descaso de bancos