O início de negociação com a Federação Nacional dos Bancários e com os representantes de bancos públicos e privados foi decepcionante, segundo a avaliação das entidades sindicais dos setor bancário. Na próxima segunda-feira, dia 19, acontece a segunda fase da negociação, em São Paulo.

O presidente do sindicato de Ponta Grossa, que participou da primeira reunião, também em solo paulista, no dia 12, representa os bancários paranaenses juntos com os presidentes dos sindicatos bancários de Cascavel e Maringá.

Entre as reivindicações da negociação, estão o reajuste salarial de mais 5% de aumento real, e participação de todos os empregados nos lucros das empresas de no mínimo três remunerações brutas. Ainda estão na pauta de reivindicações o salário refeição, a cesta alimentação, o fim do assédio moral e das metas abusivas.

A negociação também visa alertar para o perigo da terceirização no setor bancário. Segundo a Federação Estadual dos Empregados no Setor Bancário (FEEB-PR), os trabalhadores terceirizados recebem um quarto do salário dos bancários, não têm os mesmos direitos e acabam trabalhando em condições degradantes, além de cumprir metas elevadas. “Como se não bastasse, os bancos têm ampliado os correspondentes, onde não há bancários nem vigilantes, precarizando o atendimento aos clientes e à população”, explica a entidade em nota.

Na primeira fase da negociação, no dia 12, o resultado, para o Sindicato dos Bancários de PG, foi negativo. Por Facebook, a assessoria do sindicato explica que a reunião não levou à lugar algum, e que as respostas dos bancos eram evasivas. “A rodada foi bastante frustrante pois os bancos discutiram com muito pudor e rigidez os temas saúde, condições de trabalho e segurança bancária”.
Procurados pelo Portal Comunitário, representantes locais do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal não puderam dar entrevistas por se tratar de um tema nacional.

Arquivo Comunitário

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