Diariamente, os bancários enfrentam uma rotina de trabalho desgastante que pode afetar a saúde do trabalhador. São enfermidades tanto psicológicas quanto físicas, que contribuem para um quadro de pelos menos ⅕ dos trabalhadores afetados por doença.

DSC 0091 900x602O bancário está doente. Esta é uma constatação facilmente comprovada por estatísticas relacionadas à saúde dos trabalhadores. Segundo dados do Ministério da Previdência (INSS) aproximadamente 21 mil trabalhadores foram afastados por motivos de doença no Brasil em 2012.

Entre as enfermidades mais frequentes estão as lesões por esforço repetitivo (LER) que correspondem a 27% dos afastamentos e os transtornos mentais responsáveis por 26% deste número. Segundo dados do Sindicato dos Trabalhadores de Ponta Grossa e Região, aproximadamente 20% dos trabalhadores estão afastados.

De acordo com a entidade, as principais causas dos afastamentos, são a cobranças de metas abusivas, o assédio moral e sobrecarga de trabalho. Todos esses fatores ocasionam sérias consequências para a saúde do trabalhador, que enfrentam tanto doenças físicas como a LER e psicológicas, como depressão.


Regina Felício trabalhou 16 como bancária. Após sofrer alguns problemas ortopédicos e psicológicos ela precisou se afastar da profissão. Hoje ela exerce funções sindicais. “A pressão dentro dos bancos por resultados, vai afetando o bancário e isso fica para vida inteira”, afirma.
Para Regina, os problemas de saúde dos bancários não são muito visíveis como em outras categorias. “Os bancários estão sempre arrumados, impecáveis e por isso as pessoas não imaginam que eles estão sujeitos a riscos, assim como metalúrgicos, por exemplo”.

Regina acredita que os trabalhadores não buscam o apoio do Sindicato, pois têm medo de sofrer constrangimentos e até perder o emprego.

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03/10/13 - Greve dos bancários tem adesão em 48 agências de Ponta Grossa

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