Lucélia Clarindo, do Bando da Leitura, leva a técnica de contação de histórias para VIII Feira do Livro

Durante a oficina, Lucélia contou algumas de suas histórias para elucidar as técnicas ensinadas - Foto: Nathasja Rotter

O público que participou da oficina 'Leitura em Verso e Prosa', na manhã da última quinta-feira, dia 8, pôde conferir a versatilidade da aplicação da técnica da contação de histórias. A atividade, realizada na Biblioteca Municipal Professor Bruno Enei, contou com exercícios práticos, conversas sobre a vivência dos participantes e com as formas de abordar cada história.


Lucélia Clarindo, diretora do Bando da Leitura e responsável pela oficina, destacou que a atividade, no período da infância, abre um diálogo afetivo com as crianças.

‘’A criança passa a ver em você uma cumplicidade. Ela vê que você também acredita em fadas e duendes’’, comentou. A contadora afirmou ainda que a história, por sempre ter um final feliz, traz um acalanto e uma esperança.

Durante a oficina, os participantes puderam contar suas experiências de vida e a relação que tinham com a leitura. Aline Schwab, estudante de Letras, relatou que sempre teve uma relação estreita com a literatura.

A oficina, como destacou a futura professora, ofereceu recursos para motivar a leitura em crianças. Em sua avaliação, isso é importante uma vez que há pouco estímulo para o consumo de obras literárias tanto nas escolas, quanto dentro de casa.

Um dos pontos frisados na oficina foi a possibilidade de qualquer pessoa se tornar um contador. Uma das participantes, Marta Pereira, trabalha como cabeleleira, mas viu na contação algo que poderia preencher seus dias.

‘’Eu conheço o Bando da Leitura desde o seu início e minha filha era contadora de histórias. Hoje, eu busco isso para ter uma atividade que eu goste de fazer’’, destaca.

Devido à diversidade de público, Lucélia comenta que teve que abrir outras possibilidades na oficina. Segundo ela, a oficina é personalizada de acordo com quem participa.

‘’Quando são somente professoras, eu direciono apenas para a contação em sala de aula. Já com um público diversificado, trabalho a possibilidade de leitura em asilos, para um público anônimo etc.”, relata.

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