O documentário "Doze meses de resistência: A terra como horizonte de vida" será lançado oficialmente neste sábado, dia 08/07, às 18h, no Acampamento Maria Rosa Do Contestado (MST), em Castro.

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Apresentação

São vários os moradores prejudicados não só com a falta de identificação da rua, como também com sua precariedade. É o barro, a falta de saneamento, os buracos, a falta de iluminação e outros tantos pontos que fazem da Rua Beira Rio, assim nomeada pelos próprios moradores da região, um local quase intransitável.

“Beira Rio é o nome que demos para a rua, mas se você não for daqui das proximidades, não vai encontrar, porque no mapa da cidade só está catalogada até a rua de cima, que é a Rua Madeu Maggi”, explica a moradora Luana Carolina Siqueira Santos. “É difícil morar em um lugar que não existe, já perdi oportunidades de emprego e tive problemas no cadastro de linhas telefônicas e cursos técnicos”, ressalta.

Recentemente, um morador do local tirou dinheiro do próprio bolso para comprar pedras e tornar a via um pouco menos problemática. Isso porque o caminhão de lixo deixou de passar no local, por não ter como circular.

“Nosso vizinho comprou umas pedras para o lixeiro poder voltar a recolher o lixo, e mesmo assim o motorista do caminhão tem dificuldades em entrar na rua”, completa Luana.

Os moradores procuraram a prefeitura para asfaltar o local, mas foi alegado que era inviável tal pedido por se tratar de um lote “particular”, que foi sendo ocupado ilegalmente pelos moradores no decorrer dos anos.

Dona Franciele Rocha perdeu o pai de 72 anos, seu Gabriel Alves da Silva no dia 23 de janeiro, devido a uma parada cardíaca. “Quando ligamos para o socorro, eles não conseguiram achar a rua, dizendo que ela não existia. Demorou cerca de uma hora e meia para ela chegar aqui, uma demora que levou meu pai à morte”, lamenta.

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