O documentário "Doze meses de resistência: A terra como horizonte de vida" será lançado oficialmente neste sábado, dia 08/07, às 18h, no Acampamento Maria Rosa Do Contestado (MST), em Castro.

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Apresentação

A Campanha da Fraternidade (CF) surgiu em 1962 na capital do Rio Grande do Norte, Natal. Devido ao sucesso, em 1964 tornou-se nacional. Este ano o tema é “Fraternidade e Tráfico Humano”.

A CF atualmente é organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que escolhe o tema e cria Grupos de Trabalho para aprofundar o assunto. A decisão do tema é feita pelos bispos, a partir de uma votação com antecedência de três anos.

Dom Sérgio Bianchi, bispo da Diocese de Ponta Grossa, afirma que a CF é uma ação que marca a igreja católica por um período do ano. A campanha acontece durante a quaresma, período em que, segundo a tradição, Jesus fez jejum e reflexão no deserto, preparando-se para morrer crucificado.

“É um momento de reflexão, de conscientização da comunidade nacional por um tema. No caso esse do tráfico humano, que é extremamente grave”, complementa.

Para Bruno Mansani Sad, do grupo de Jovens ‘Peregrino do amor’ (Catedral Sant’Ana), a CF mostra que a igreja católica não é só missa: está onde muitas vezes as pessoas não percebem, como a mídia, por exemplo. Bruno conta que o tema da campanha é trabalhado no grupo de jovens.

No ano de 2000, marcado pelo jubileu do nascimento de Jesus de Nazaré, a igreja tomou a iniciativa de fazer uma CF Ecumênica. Ou seja, além da igreja católica, a ação buscou envolver também igrejas evangélicas – no caso as igrejas do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC).

Das 50 campanhas, três foram ecumênicas: Novo Milênio sem Exclusões (2000), Solidariedade e Paz (2005) e Economia e Vida (2010). Segundo Dom Sérgio, ano que vêm a CF não será ecumênica, pois estará voltada ao cinquentenário do Conselho Vaticano II.

A Campanha da Fraternidade é realizada a partir do método ver/julgar/agir. O método, que existe há muito tempo na religião católica, divide a CF em três etapas.

Na primeira, os cristãos são convidados a olhar para a realidade do tema proposto e os Grupos de Trabalhos da CNBB se aprofundam no tema com levantamento de dados. No segundo momento, o de julgar, a realidade analisada é submetida ao livro sagrado, no caso a bíblia. Dom Sérgio explica:

“Pegamos uma luz superior que normalmente para nós que temos fé é a luz da palavra de Deus na bíblia e a luz do magistério da igreja, dos ensinamentos da igreja sobre quem é o ser humano.”

A terceira fase é aquela em que os membros da igreja são convidados a fazer uma ação para combater o problema que a CF expôs para reflexão. Dentro desses passos, segundo o bispo, a campanha é vivida em dois aspectos.

O primeiro é no âmbito pessoal, de conversão e conscientização do assunto. O segundo é o aspecto social, onde o religioso é instigado a deixar o intimismo e se envolver com o problema.

Com a palavra, Dom Sérgio Bianchi: ouça trechos da entrevista concedida ao Portal Comunitário{audio}http://www.portalcomunitario.jor.br/images/audio/2014/CF2014.mp3{/audio}

Grupos que já foram atendidos pela Campanha da Fraternidade

Cáritas disponibiliza recursos para projetos de combate ao tráfico humano