O projeto do lago, que ficou vinte anos parado, foi retomado apenas em 2014. De acordo com Ivan Loureiro, diretor de Projetos da Secretaria de Planejamento, foi a gestão do prefeito Péricles (PT) que abraçou a ideia, trazendo a responsabilidade de sua execução para a prefeitura em 2002.

“Na época, as obras não aconteceram por falta de verbas. Aí, depois, voltou a gestão do prefeito Wosgrau (PSDB), que não tinha interesse no projeto. Ele falava que seria mais um ‘cocozão’ na cidade”, diz.
O ‘cocozão’ era um monumento localizado no trevo em frente ao Campus Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa. A escultura, que tinha o intuito de representar uma araucária, foi retirada do local em 2009.

A expectativa para finalização do lago é grande, tanto para o poder público quanto para a população da cidade. Para os moradores, a expectativa é que, com um novo ponto turístico, haja uma valorização dos terrenos no entorno da obra. Isso pode acabar se tornando um trunfo para a Prefeitura de Ponta Grossa, na corrida eleitoral do próximo ano.

As principais alterações no projeto é o paisagismo, como conta o diretor de projetos da Secretaria de Planejamento, Ivan Loureiro. “Depois de finalizadas as obras, o parque terá 132 mil metros quadrados”.

De acordo com Ivan, o projeto prevê uma ciclovia de 1.520 metros, com 90 palmeiras no entorno, um parque infantil de 280 metros quadrado, academia com 280 metros quadrados, estacionamento de 400 metros quadrados, pista de skate de 600 metros, 12 mil metros quadrados de gramado e 7,5 mil metros quadrados de floresta. Além disso, serão instalados 100 postes de iluminação, 80 bancos e 90 lixeiras.

As obras do lago são de coordenação da Agência Reguladora de Águas e Saneamento Básico (ARAS), em conjunto com a Secretaria de Obras e Serviços Públicos e com o Instituto de Planejamento Urbano (Iplan). Ainda contam com a participação dos engenheiros Joel Larocca Junior, responsável pelo projeto, e João Hamilton, que participam voluntariamente.