Os moradores sentem falta de um espaço para promover reuniões e eventos. Associação de Moradores já protocolou pedido formal na Prefeitura e aguarda há mais de dois anos para ser atendido. A Prefeitura informa que o protocolo está em fase de análise e que critérios para destinação de verbas para associações de moradores não são regulares.

Em Ponta Grossa existem cerca de 170 associações de moradores. Destas, aproximadamente 80 são ativas e quase 30 possuem sede própria. Só que poucas contam com espaço em bom estado de conservação.

O Jardim Jacarandá, núcleo habitacional do Bairro Boa vista, tem 134 famílias residentes. Para fazer alguma atividade de confraternização entre os moradores, como jogos de baralho ou eventos da terceira idade, seria necessária uma sede para a associação de moradores.

Porém, o único espaço para tais atividades no bairro é a Igreja Católica, onde é possível fazer algumas reuniões ou promover palestras. Para as demais atividades, as pessoas fazem em suas próprias casas, pela falta de uma sede de Associação de Moradores.

O presidente da Associação de Moradores do Jardim Jacarandá, Osvaldo Ruth, conta que ele protocolou pedido de concessão de terreno para a construção da sede junto à Prefeitura Municipal, sob o número 303430024 em 2008.

A resposta da Prefeitura, segundo Oswaldo, é que a necessidade maior é implantar um Centro Municipal de Educação Infantil no lote institucional disponível.

“Protocolei há dois anos e até hoje o Centro não foi construído. Se tivessem nos concedido o lugar, a sede já estaria pronta e em funcionamento”, argumenta o presidente da Associação. “A gente corre atrás para reclamar e continuamos encontrando as portas todas fechadas”, disse Osvaldo.

Devido à falta de local próprio, neste ano não foi feita nenhuma reunião. Seu Osvaldo diz que não há mais o que fazer sobre os problemas do bairro. “Nas assembleias, falava-se muito, mas pouco foi feito na prática. Por mais que eu protocole tudo, as pessoas não veem mudanças acontecerem”, explica o presidente.

Para o assessor de Assuntos Comunitários da Prefeitura, Leonildo Matoso, conhecido como Tito, a questão é prática: basta ter toda a documentação em dia. A associação tem que estar registrada, com diretoria democraticamente eleita, o estatuto declarado e todos os documentos registrados em cartório.

“Uma vez formalizados, o pedido de terreno depende da disponibilidade de locais. A área não pode ser verde, para não ocorrer invasão e existem critérios de prioridade da Prefeitura de acordo com cada caso”, explica Matoso.

Segundo o Assessor de Assuntos Comunitários da Prefeitura, Leonildo Matoso, as verbas para as associações não são regulares e não tem valores fixos: “O critério é a necessidade da associação. Nós fazemos uma análise para ver o que os moradores daquela região precisam mais urgentemente”.

O próximo critério, segundo ele, é se haverá conservação e administração da sede: “Lá no (bairro) Boa Vista, a Associação do Esplanada está totalmente depredada. É preciso que haja alguém que cuide e conscientize a população a manter”.


Arquivo comunitário:

Falta de sede dificulta reuniões de moradores pois residências são pequenas