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No Jardim Jacarandá I, os próprios moradores colocaram as placas com os nomes das ruas, na tentativa de conseguir os serviços dos Correios. Mesmo assim, não há previsão de atendimento do conjunto habitacional, que já tem dois anos.

 A empresa diz que terão de esperar um novo recadastramento de ruas. Enquanto isso, eles precisam dar o endereço de parentes ou amigos para ter acesso a contas e cartas.

Desde a sua criação, há mais de dois anos, o Jardim Jacarandá I não está incluído no serviço de entregas de correspondências dos Correios de Ponta Grossa. As únicas entregas que os moradores do conjunto habitacional recebem são contas de água e luz, serviços cobrados diretamente pela prefeitura.

No início, a vila não recebia correspondências porque as ruas não possuíam a devida identificação. Porém os moradores se reuniram e realizaram um mutirão para identificar as ruas, na tentativa de sanar o problema. Mesmo com os nomes nas ruas, os carteiros ainda não passam pelo local.

De acordo com o presidente da Associação de Moradores do Jardim Jacarandá I, Osvaldo Ruth, a própria comunidade é responsável pelas placas encontradas nas ruas da vila. “Nós reciclamos madeira, conseguimos tinta e colocamos as placas, mas ainda estamos abandonados pelas autoridades”, reclama.

O motorista Bruno Batista precisa dar o endereço da mãe, que mora em outro bairro, para conseguir ter acesso a contas e correspondências endereçadas a ele. Essa é a alternativa mais comum usada pelos moradores da vila, localizada no Boa Vista.

A auxiliar de cozinha Ariete Terezinha costuma receber correspondências através de amigos e parentes. Antes ela precisava se deslocar até os Correios. Segundo Ariete, a falta do serviço na vila é prejudicial para toda a comunidade.

O coordenador de atividades externos dos Correios de Ponta Grossa, Erondi dos Santos, explica que os nomes das ruas do Jardim Jacarandá I ainda não foram inclusos na área contemplada pelos serviços dos Correios porque isto é feito através de um recadastramento realizado a cada dois anos.

O novo levantamento será feito em 2010; depois o relatório será enviado à Brasília para a aprovação, e a região terá que esperar dois anos para ser atendida. Ou seja, ainda não há previsão de quando os moradores vão receber as correspondências em casa. 

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Categoria: Boa Vista
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