altOs moradores precisam se deslocar até o Jardim Esplanada para usar o transporte coletivo da cidade. Além da distância, problemas como o tempo de espera e a proximidade dos horários em que os ônibus passam pelo local prejudicam diretamente a vida dos moradores.

O Jardim Jacarandá I não possui linhas de ônibus que passem dentro da núcleo, localizado no bairro Boa Vista. As únicas alternativas são os ônibus Jardim Esplanada e Leila Maria, que transitam pelo Jardim Esplanada. O ponto mais próximo do Jacarandá I fica a aproximadamente 300 metros de distância da vila.

Cássia Prado mora no Jacarandá I e precisa usar o transporte coletivo para se deslocar até o trabalho. Ela afirma que os moradores do conjunto habitacional são prejudicados por terem que ir até outra vila para terem acesso a um ônibus. “Muita gente depende para trabalhar. Toda semana atrasa ou quebra um ônibus. Tem pouco ônibus para muita gente”.

Além da distância até o ponto mais próximo, os moradores reclamam da demora com que os ônibus passam. Mayara Aparecida dos Santos conta que o Leila Maria leva aproximadamente 40 minutos para passar.

“Já me atrasei duas vezes em compromissos porque perdi o ônibus e o outro demorou para passar. Deveria ter um que passasse por dentro da vila”.

O chefe da Divisão de Fiscalização Viária de Ponta Grossa, Luiz Eduardo Lemes, revela que ainda não há previsão para aumentar o número de linhas na região.

De acordo com Lemes, dois moradores já fizeram solicitações à prefeitura para que uma linha de ônibus passe por dentro do Jardim Jacarandá I. Mas, para ele, a distância de 300 metros entre o Jardim Esplanada e o Jacarandá I não é preocupante.

Os moradores reclamam também que os ônibus Leila Maria e Jardim Esplanada passam pelos mesmos pontos sem um grande intervalo entre um e outro. Dessa forma, se alguém perde um ônibus, consequentemente não consegue pegar o outro devido à proximidade nos horários.

Cleonice Brandt exemplifica o problema. “Quando tive uma entrevista de emprego, perdi o Leila Maria e o Jardim Esplanada, que passou em seguida. Como demorou 50 minutos para passar outro, eu me atrasei e perdi a entrevista”, conta.

Quanto ao problema da proximidade de horários, o chefe da Divisão de Fiscalização Viária afirma que “as pessoas que moram nos loteamentos finais correm o risco de estarem num corredor. Os ônibus saem de pontos diferentes e chegam ao corredor no mesmo horário, é uma coisa natural”.