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altFelipe Augusto Reque, gerente do Programa Saúde da Família (PSF), concorda que o número de médicos para atender o local não é o ideal. Ele explica que cada unidade de saúde deve abranger 4 mil pessoas. No caso da região do Jardim Esplanada, que inclui a vila Monte Carlo, o número estimado de habitantes é de 18 mil, e existem apenas dois postos de saúde para atender a demanda.

 

A maior parte da população da Vila Monte Carlo, localizada no bairro Boa Vista, sofre com a falta médicos e de vagas para o atendimento no Posto de Saúde José da Silva Ribeiro, que fica no Jardim Esplanada.

A moradora Nelci Santos reclama da existência de apenas um médico para atender a região e da limitação do número de vagas para consultas. Castorina Ribeiro afirma estar com o tratamento de doenças cardíacas parado por não haver profissional para avaliar o exame, devido o afastamento da médica responsável pelo pedido.

O gerente do Programa Saúde da Família (PSF), que faz parte da Secretaria de Saúde do município, Felipe Augusto Reque (foto), concorda que o número de médicos para atender a região é insuficiente, mas defende que existem duas equipes de profissionais para prestar atendimento à população.

Reque explica que cada equipe possui um médico generalista e deve atender uma área de 4 mil pessoas. “Para cada unidade existe uma área de abrangência. O problema da região do Esplanada é que lá somam 18 mil pessoas”, revela. De acordo com o cálculo, cerca de 10 mil moradores precisariam de pelo menos dois outros postos de saúde para receber o atendimento adequado.

“Nós sabemos da demanda excessiva e de que aquela unidade não dá conta até ser construída outro posto”, reconhece. O gerente conta que está prevista a construção de uma outra unidade de saúde na região, mas que ainda não possui nenhuma previsão para início das obras.

No caso da moradora que precisa levar os exames para a avaliação médica, Felipe Reque esclarece que os médicos que estão trabalhando o Jardim Esplanada atualmente podem sim atendê-la. Caso não consiga nenhum profissional para continuar o tratamento, a moradora deve entrar em contato com a Ouvidoria da Secretaria.

Quanto ao número de atendimentos, o gerente do Programa Saúde da Família argumenta que o problema não está na quantidade de vagas por dia, e sim na demanda da população. “A questão não é de quantos pacientes o médico vai atender. A questão é que precisa de novas unidades na região”, finaliza Reque.

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Categoria: Boa Vista
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