Em dias de sol forte, os grãos de milho e soja que caem caídos dos vagões de trem fermentam sob o amontoado de serragem, cal, lixo doméstico, dejetos de animais, água corrente, folhas podres caídas das árvores próximo aos trilhos de trem que atravessam a região da Palmeirinha.


De acordo com o morador Wilson Martins, o cheiro de podridão é contínuo na localidade, mas nunca foi tão forte como nos últimos dois meses. "Vândalos abrem a carga dos vagões, que derrubam cereais desde o bairro Santa Luiza, passando pela Palmeirinha até o final da linha”, reclama.

A comerciante Gisele Marconato conta que a empresa responsável pela linha joga serragem e cal sobre os grãos. “Eles jogaram uns produtos em cima, mas a soja apodreceu e começou a fermentar. Não ajuda em nada, quando um vento forte bate no trilho o cheiro de podre vai para o bairro todo”, diz.

Além do cheiro forte, moradores e comerciantes da região reclamam da grande quantidade de ratos, baratas e moscas. Os animais alimentam-se dos restos de grãos e entram nas casas e comércios. A moradora Elisabete Moura reclama que tem problemas em manter a casa limpa. “Fica impossível, quando a gente se livra do mau cheiro, sempre tem uma barata ou outra. É complicado para quem tem criança pequena”, afirma.

A redação do Portal comunitário tentou entrar em contato com a concessionária responsável pela manutenção e limpeza dos trilhos, mas não houve resposta da empresa.