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esplanada2-19-06-11Seu João Maria Lacerda, comerciante, é usuário assíduo da UBS José da Silva Ribeiro. Quando tem que enfrentar fila, seu João, que mora a cerca de três quilômetros do posto, no Jardim Atlanta, costuma sair de casa às 5:30 para garantir que será atendido.

“O problema é nos dias de chuva, porque não tem como vir e, além disso, aqui no posto não tem proteção contra chuva para os que esperam na fila”, comenta.

Rosana Aparecida de Ramos Lima trabalha como agente comunitária de saúde (ACS) na Unidade há seis anos. Para ela, faltam profissionais de saúde para atender no local. “Cada ACS atende de 200 a 215; algumas até 300 famílias. Trabalhamos para uma população de 17 mil pessoas”, aponta.

Rosana diz que esse levantamento está desatualizado, não somando os moradores do Jardim Jacarandá I e II e de um loteamento em construção na Avenida Antônio Saad, na altura do Jardim Atlanta.

Segundo ela, percebe-se que a população prefere enfrentar fila a marcar o agendamento da consulta. “O agendamento às vezes não dá certo, porque as pessoas esquecem que tem consulta marcada. Estando na vila elas acham que vão ser atendidas no momento. O prefeito quer acabar com as filas lá fora, mas no caderno elas continuam”.

A assistente acredita que a remuneração dela e das colegas é baixa ante as atribuições a serem cumpridas. “Nós temos o contato direto com as pessoas e muitas delas têm enfermidades que podem ser transmitidas para nós, e não temos direito à taxa de insalubridade. As agentes comunitárias vão na linha de frente, elas enfrentam as maiores dificuldades”, relata.
 
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Categoria: Boa Vista
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