Durante as quintas-feiras,  a Associação do Nossa Senhora das Graças realiza bailes para a terceira idade, em sua sede. As atividades iniciam às 8 horas com o café da manhã, e às 12 horas é servido o almoço.  

Na última quarta-feira, dia 17, os estudantes do período noturno do Colégio Nossa Senhora das Graças participaram de atividade referente ao Setembro em Dança, evento que acontece em toda a cidade. Voluntários da Fundação Municipal de Cultura ministraram aos alunos uma oficina de dança circular.

Na última segunda-feira (7), a Unidade de Saúde José da Silva Ribeiro, do Jardim Esplanada, no bairro Boa Vista, integrou a organização da abertura da Semana da Saúde em Ponta Grossa. As atividades aconteceram no Parque Ambiental, das 10h às 17h.

Em dias de sol forte, os grãos de milho e soja que caem caídos dos vagões de trem fermentam sob o amontoado de serragem, cal, lixo doméstico, dejetos de animais, água corrente, folhas podres caídas das árvores próximo aos trilhos de trem que atravessam a região da Palmeirinha.

A nova gestão, presidida por João Brek, pretende lutar pela reabertura do CAS da vila, que segue parado há dois anos, melhorar a segurança dos moradores e unir a comunidade por meio de eventos na sede da associação. A eleição aconteceu no dia 22 de fevereiro e a tomada de posse no dia oito de março.

O Jardim Jacarandá, localizado no bairro Boa Vista, ganhará um novo posto de saúde. A obra, que foi orçada em aproximadamente 990 mil reais começou há dois meses.

Boa Vista abrange mais duas vilas além do Jacarandá, e conta com apenas uma unidade de saúde para toda a população, que fica localizada na vila Esplanada, e não tem condições para atender a demanda de pacientes.“Esta nova unidade de saúde veio em boa hora, porque não temos condições de ir até outro bairro ou em outros hospitais para consultar. Muitas vezes vamos até outro bairro,tem que pegar transporte público e acabamos perdendo viagem ou enfrentando fila”, relata a moradora Vanessa Burbela.

 

Há dois anos, o Governo do Estado começou a construir um Centro de Atendimento À Saúde (CAS) no Jardim Nossa Senhora das Graças. O prazo de execução era de 400 dias, mas a obra só foi entregue no começo deste ano. O CAS está fechado desde sua entrega, sem equipamento.

 

A praça reúne diversos problemas que incomodam os moradores da vila. A presidente da Associação Vila Izabel, Dirce do Nascimento, conta que, há pouco tempo, os moradores começaram a jogar lixo no local. As palavras vandalismo, depredação e sujeira definem a situação.

O Professor de Educação Física da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Moacir Avila de Matos Júnior responde algumas questões com relação a projetos que incentivem o esporte nas praças.


P. As praças poderiam ser usadas para oferecer atividades educativas?
R. Sempre o esporte foi visto como um trabalho educativo, pois possibilita uma formação integral do indivíduo, atuando em aspectos relacionados a desenvolvimento, espírito de grupo, determinação, desenvolvimento da coordenação motora, aspectos físicos e tantos outros.


P. Se a Prefeitura investisse em profissionais de Educação Física para irem aos bairros desenvolver projetos e atividades físicas nas praças, a realidade de adolescentes e jovens poderia mudar?
R. A prefeitura deveria investir massivamente em atividades que possibilitem o desenvolvimento integral dos indivíduos, pois definitivamente as atividades físicas e esportivas podem desenvolver várias competências e integrar indivíduos à sociedade, o que poderia mudar sim esta realidade.


P. Até onde profissionais de Educação Física poderiam ajudar nisso?
Em sua formação, os profissionais de Educação Física têm contato com várias disciplinas (tais como recreação, modalidades esportivas, atividades rítmicas, saúde pública etc.). Esta formação possibilita aos profissionais de educação física trabalharem a integração dos indivíduos na sociedade.
R. Você já teve algum contato com atividades dessa categoria? Do seu ponto de vista, essa estratégia funcionaria?
No período de 1986 a 1989 trabalhei no projeto Adhemar Ferreira da Silva (medalhista Olímpico), em parceria com a indústria Quimbrasil. Havia um projeto nas praças de iniciação esportiva. Neste projeto, houve momentos de integração com outras Secretarias, além da Secretaria de Esporte, para desenvolver atividades de cunho social e formação integral. Também tivemos alguns atletas oriundos das praças que participaram de Jogos da Juventude e Jogos Abertos, representando Ponta Grossa.


P. Sobre as academias instaladas em lugares públicos, esses pontos de atividade física são uma boa estratégia do governo?
R. Penso que disponibilizar espaços seja importante, pois temos muitas pessoas que simplesmente não têm acesso à atividade física paga e, desta forma, um espaço público é muito importante. Porém também devemos disponibilizar informações.


P. Acha que deveria ter alguma mudança?
R. Sim, deveria existir orientação. Segundo pesquisas, 60% da população que utiliza estas academias executam os exercícios de forma errada, o que pode causar lesões em vez de trazer benefícios. Desta forma, a orientação mais adequada vem com a presença de profissionais habilitados atuando em horários e períodos específicos.

A inclusão é parte da solução do problema
A psicóloga Adriana Machado Gomes defende que é necessário entender o universo dos indivíduos e incluí-los no planejamento da solução para o problema.


“Uma característica de todo adolescente é de revolucionar, todo adolescente sente a necessidade de ser aceito pelos seus iguais, o que os leva a fazer coisas das quais muitas vezes eles nem gostem muito, mas acabam fazendo para que haja essa aceitação”, afirma a psicóloga.


Ela explica que um dos fatores que podem levar jovens à vida do crime e do tráfico é a falta de limites impostos pelos pais.


“Sem a imposição de regras claras, durante a infância, que se infringidas acarretem alguma consequência, o indivíduo quando chega na adolescência acaba se sentindo independente para tomar suas próprias decisões, e quebrar regras será uma atividade comum, visto que crescera sem que tivesse que seguir alguma”, diz.


Outro fator é a terceirização da educação, que ocorre quando os pais não têm uma atuação direta no processo de educação dos filhos, e atribuem o papel à escola.


“A realização de eventos de auxilio à esses indivíduos seria de extrema eficácia”, diz Adriana. “É importante abordar essas pessoas, ver do que elas gostam e inserí-las dentro da realidade social, pois a pessoa, fazendo parte da solução, terá um comprometimento maior”.


Segundo a psicóloga, para isso é necessário buscar reunir os indivíduos com os moradores, primeiramente ouvi-los, entender o mundo deles e depois compartilhar o incômodo em busca de soluções. “Se a Associação de Moradores, ou alguma escola tomar uma iniciativa dessas, com certeza tão breve alcançará bons resultados”, afirma.

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Apesar dos problemas que afligem a comunidade do Jardim Jacarandá, como a falta de ônibus, a necessidade de um posto de saúde e problemas com a segurança e atendimento da polícia na região, muitas melhorias já chegaram ao bairro desde sua fundação.

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