Dona Tânia prepara o acarajé, frito na hora durante a Festa Julina. Foto: Ana Bitencourt Maravieski

 

A Sociedade Afro-Brasileira Cacique Pena Branca realizou no último sábado, dia 9, uma Festa Julina. A comemoração aconteceu no Jardim Santa Luiza. No cardápio da Festa, além das comidas típicas, o acarajé era o mais pedido entre os convidados. 

 

Bolos, salgados, tortas, e pescaria para as crianças. Com o dinheiro arrecadado na Festa, a entidade investe na manutenção das atividades realizadas. A Sociedade ensina a cultura afro-brasileira, tanto nas danças típicas, comidas e principalmente nos artesanatos.

A responsável pela criação da Sociedade, Dona Tânia, ou Mãe Tânia, está à frente da entidade há 28 anos. Desde a criação, todos os anos acontecem festas na comunidade em datas comemorativas. “A nossa Festa Julina é tradicional, a diferença é que tem comida baiana, acarajé, comida de Santo”.

Dona Tânia também explica que o acarajé é uma comida que os escravos faziam, caracterizada como uma comida de Orixá. “O acarajé é uma força, uma vitória”, enfatiza. Ela também explica o porquê da realização da Festa. "Fazemos pela divulgação, somos uma parte muito discriminada pela religião, pela cor, e por muitas diversidades. Fazemos por um elo de participação de todos", comenta.

Vinicius da Silva é filho do terreiro há menos de um ano, mas sempre participou das atividades da Sociedade, e ajudou na organização da Festa Julina. “Atendemos pessoas que vem de fora, conhecemos a cultura afro-brasileira pela culinária, pela religião, e até pelas danças e músicas, simbologias, números, e cores”, explica.

Ana Magali frequenta a Sociedade há mais de 10 anos, e é filha do terreiro há quatro. Magali acredita que a adesão da comunidade à Festa seja pequena devido ao preconceito. “Na sociedade existem pessoas preconceituosas, mas não tem nada a ver, o terreiro é o terreiro, a Festa é a Festa”, ressalta.

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