O calendário cristão é marcado por datas comemorativas. No início de outubro, por exemplo, há a celebração em homenagem à Nossa Senhora da Conceição Aparecida. O que muitos não sabem, porém, é que na mesma data as religiões de matriz africana, como a Umbanda e o Candomblé, celebram o dia de Mamãe Oxum. 

Sem recursos advindos do âmbito municipal, estadual ou federal, Sociedade Cacique Pena Branca, responsável pela divulgação e preservação das raízes africanas em Ponta Grossa, sobrevive à custa de doações. A entidade já entrou com solicitações junto ao Conselho Municipal de Assistência Social para conseguir verbas municipais, mas o pedido foi negado.

No cardápio, frutos do mar e um petisco típico da culinária afro: acarajé. O jantar será na sede da Sociedade Afro-Brasileira Cacique Pena Branca (SABCPB), a partir das 19:30 horas desta 6ª-feira, dia 19.

O racismo à brasileira é uma questão delicada. Na maioria das vezes, de forma velada, atos de preconceito étnico se inserem no cotidiano das pessoas. Em busca de combater tal prática, a Sociedade Afro-Brasileira Cacique Pena Branca, em parceria com a Federação das Comunidades Quilombolas do Paraná (Facoqui-PR), organizarão um Fórum de discussões sobre a temática. 

Durante a última reunião da Rede Mulheres Negras – PR, a saúde da mulher negra e a organização da Marcha Nacional de Mulheres para 2015 foram os principais assuntos tratados. A mãe de santo Dona Tânia participou do encontro e tem como tarefa promover o debate sobre o racismo em Ponta Grossa.