Na noite desta sexta-feira, dia 02, a Sociedade Afro-brasileira Cacique Pena Branca realiza um jantar para arrecadar fundos. Devido à falta de incentivo financeiro por parte da Prefeitura Municipal, o evento é promovido a cada 15 dias. O objetivo é viabilizar a manutenção das atividades propostas pela entidade.

No espaço distante do tumulto do centro de Ponta Grossa, a Mãe de Santo Tânia Mara Batista recebe seus filhos no terreiro Cacique Pena Branca. Lá, a dona Tânia, como é conhecida, cultua a religião africana Candomblé e oferece opções culturais à comunidade, como o Clube de mães, acesso à biblioteca comunitária e aulas de informática.

A Sociedade Afro-Brasileira Cacique Pena Branca abre as portas para a oferta de cursos gratuitos a partir do dia 19 de março. O Clube das Mães, que reúne mulheres interessadas em atividades artesanais, é um dos exemplos das atividades realizadas.

O Candomblé é uma religião de origem africana que veio para o Brasil junto com os escravos. Impedidos de praticar cultos religiosos e de frequentar as mesmas igrejas que os brancos, a religião desenvolveu-se dentro da escuridão das senzalas e terreiros. A umbanda também segue um ritual parecido e deriva do candomblé, mas é uma religião brasileira.

O preconceito contra as religiões vem junto com o racismo. Segundo o Instituto paranaense de desenvolvimento econômico e social, (Ipardes/2013) em Ponta Grossa, 8.629 pessoas se declaram de cor preta e 56.099 disseram ser parda, de um total de 311.611 contabilizados.

 

A Sociedade Afro Brasileira Cacique Pena Branca é uma das representantes do candomblé em Ponta Grossa. A religião vinda da áfrica tem centenas de fiéis só no terreiro de Dona Tânia Mara Batista, presidente do Cacique Pena Branca. Entre as principais dificuldades de quem pratica a fé está o preconceito.