Alunas de zumba se preparam para aula no Centro de Idosos
Alunas de zumba se preparam para aula no Centro de Idosos (Foto: André da Luz)

 

Após três anos com a nova gestão, a Associação de Moradores do bairro utiliza espaço, no prédio do Centro de Idosos, cedido para a realização de atividades.

O bairro Cará-Cará, em Ponta Grossa, não possuI uma sede própria para a Associação de Moradores do Bairro.

Cerca de 50 moradores participam do Clube de Mães, de aulas de ballet e práticas de zumba, que acontecem em horários alternados com a agenda do Centro de Idosos. Mesmo sem problemas na relação de convívio com os integrantes do Centro, a falta de uma sede própria dificulta encontros para deliberações e ampliação da entidade.

A responsável pela Associação de Moradores, Elisiane Ferreira, acredita que a construção de uma nova sede poderia abranger mais demandas do bairro. Para ela, o Cará-Cará é abandonado pela gestão municipal.

Elisiane conta que já fez solicitações para o uso de um prédio ferroviário da região, que serviria também como um museu do bairro e espaço de lazer. Ela afirma que, em reuniões com o prefeito, ela chegou a apresentar as solicitações, mas os compromissos assumidos pelo poder público acabaram sendo descumpridos. Essa seria uma das causas para Elisiane deixar de realizar novos protocolos.

Os motivos para o atraso da nova sede, segundo Ferreira, seria por questões políticas e pela falta de terrenos públicos no bairro. Ela explica que desistiu do contato com os setores da prefeitura por se sentir ignorada e que geralmente faz solicitações, através de vereadores, para a resolução de outros problemas do bairro, como buracos nas ruas.

Um campo de esportes, uma academia aos idosos, brinquedos para as crianças e uma pista de skate poderiam ser integradas à nova sede. O terreno que era destinado a essas práticas foi utilizado para a construção de uma escola. Moradora do bairro há mais de 23 anos, Nilga de Morais considera que um espaço destinado ao lazer é um direito dos moradores da região. Ela conta que há locais em outras vilas dos arredores para atividades, mas que ficam muito distantes e inviáveis.

O assessor de Assuntos Comunitários da prefeitura, Paulo Sérgio dos Santos, explica que quaisquer demandas das comunidades devem ser protocoladas no setor de assuntos comunitários. Paulo Sérgio solicita os protocolos em nome da associação que não foram respondidos, ele pois alega não ter recebido nenhum deles. Ele diz que o setor está pronto a atender às demandas dos moradores do Cará-Cará.

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