Iplan não tem planos para resolver os problemas estruturais no trecho que, nos dias de chuva, traz transtornos aos moradores e ao comércio da região

Estrada de terra que liga os limites dos dois bairros causa transtorno na vida dos moradores.

 

O Jardim Boreal, conjunto habitacional do Minha Casa, Minha Vida, foi inaugurado, em 2012, no Boreal, bairro que integra o distrito ponta-grossense de Piriquitos. O empreendimento, que está em loteamento localizado no limite entre o Boreal e a Vila Boratto, ainda carece de infraestrutura.

 

A ligação entre os dois bairros, que faz divisa com a zona rural, carece de uma via asfaltada. Atualmente, a passagem se dá através de estrada de terra que interliga as ruas Colibri 2, no Boreal, e a Rua Colibri, no Boratto. As condições de manutenção da via acarreta perigos aos moradores nos 200 metros que interligam as vias já asfaltadas.

A via sem pavimentação, que ainda não existe oficialmente no mapa da cidade, é íngreme e possui buracos causados pela erosão. Os únicos sinais de obra são o cascalhamento da via e um muro de arrimo feito para contenção da encosta junto a um córrego que passa no local.

A distância entre um asfalto e outro é de 200 metros. E se um morador do Boratto ou da Vila Real desejar levar sua criança ao Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), no Jardim Boreal, terá que percorrer cerca de 1,4 quilômetro, percurso que tem, em média, duração de 15 minutos.

Cristiane de Barros vive diariamente com as dificuldades provocadas pela precária interligação dos bairros. Moradora da Vila Boratto, ela precisa levar dois de seus três filhos ao CMEI Professora Bernadete de Fátima Goytacaz dos Santos, no Jardim Boreal. “Por aqui, eu demoro uns 5 minutos pra buscar as crianças, mas pra dar a volta eu demoraria uns 20. Em dia de chuva, é complicado. Como é muita subida, o chão fica liso e é perigoso” comenta Barros.

Para a dona de um mercadinho no Boreal, Lucimara de Quadros, o comércio da região também acaba prejudicado. O estabelecimento comercial atende moradores do Boratto e da Vila Real.

“É complicado para quem tem que atravessar com muitas compras por esse carreiro. Em dias de chuva, o movimento cai ainda mais. O pessoal passa direto por aqui, acaba nem parando”, lamenta.

O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Iplan) de Ponta Grossa está ciente da condição dos bairros. Segundo a engenheira civil, Ana Maria Vivan, existem manutenções periódicas realizadas na região pela Secretaria Municipal de Obras.

“Em termos de planejamento e projeto de pavimentação a curto prazo, não existe nada para ser executado ali”, relata Vivan.