altNa última terça-feira, dia 8, cidadãos pontagrossenses mostraram sua indignação quanto aos casos de corrupção na Assembleia Legislativa do Paraná. O movimento “O Paraná Que Queremos” foi promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil, contando com a participação de entidades de Ponta Grossa.

Entidades representando diferentes setores da sociedade civil de Ponta Grossa se manifestaram contra a corrupção da Assembleia do Paraná. A ação envolveu várias cidades do estado e foi promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná.

Mais de 500 pessoas se reuniram no protesto que ocorreu na rua Benjamin Constant, próxima ao Terminal Central. Para o presidente do Observatório Social (OS), Ermar Toniolo, a adesão dos cidadãos foi satisfatória.

“Ponta Grossa é a capital cívica do Paraná. A manifestação de hoje provou que estamos sensibilizados e nos importamos com a administração pública. Exigimos ética e queremos um basta para a corrupção”, afirma Ermar.

A prova da mobilização dos pontagrossenses está também no site oficial do movimento, www.novoparana.com.br, já que é a cidade do interior com maior número de assinaturas (1.667).

FO presidente da OAB de Ponta Grossa, Luiz Alberto Kubaski (foto), apontou a importância da presença dos jovens no protesto. “Estudantes são o futuro do país. Demonstrar preocupação com o dinheiro público é exatamente o que desejamos de todos os brasileiros”, diz. Para Kubaski, o evento representou um marco histórico para Ponta Grossa, em que a sociedade se uniu e o resultado foi positivo.

Mais de 30 entidades de Ponta Grossa participaram do manifesto, como a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), o Sindicato dos Bancários de Ponta Grossa e Região, o Sindicato dos Metalúrgicos, o Fórum Social em Defesa de Políticas Públicas, o Observatório Social e o Conselho Empresarial da Mulher Executiva.

Para o representante do Fórum Social, Joel de Oliveira, o envolvimento das entidades demonstrou a preocupação com a transparência da Assembleia. Entretanto Oliveira afirma que a participação de políticos poderia comprometer a função do evento. “O carro de som não pode servir de palanque. O objetivo de hoje é o protesto ao invés de campanha”, diz.

 Alguns dos participantes souberam do manifesto através da divulgação imprensa, como é o caso do dentista Giovatan de Souza Bueno. “Sou de Palmeira e vim especialmente para o evento. Precisamos de uma reforma política e hoje demonstramos nossa indignação”, afirma.


Para o jornalista Regis Rieger, o estímulo da imprensa foi fundamental para mobilizar as pessoas. “O papel dos meios de comunicação deve ser neutro, entretanto em um caso como esse, é uma obrigação ser também um agente social, apresentando as consequências da corrupção para o cidadão comum”, conclui.